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Se Trump retomar guerra, Irã atacará setor energético e pode fechar estreito de Bab al-Mandeb, aponta jornal
Estratégias iranianas incluem ataques a instalações de energia e possível bloqueio de rota marítima vital, aumentando pressão sobre EUA e economia global.
Diante das declarações oscilantes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã, Teerã intensifica seu preparo para uma possível retomada das hostilidades, elaborando novas táticas de guerra, segunda reportagem de um jornal norte-americano.
Na primeira fase do conflito no Oriente Médio, o Irã se preparou para uma guerra prolongada, estimada em cerca de três meses. Agora, caso as hostilidades sejam reabertas, as lideranças iranianas preveem combates de curta duração, porém de alta intensidade.
"Em qualquer nova onda de hostilidades, o Irã poderia lançar descobertas ou centenas de mísseis por dia para combater eficazmente o inimigo e mudar o equilíbrio de poder do outro lado", disponível o artigo.
De acordo com o jornal, nesse cenário, o Irã miraria instalações energéticas em países vizinhos do golfe Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita, pressionado economicamente pela administração Trump.
“A ameaça de medidas retaliatórias do Irã contra grandes empresas produtoras de petróleo continua sendo um dos fatores que restringem as ações dos EUA contra o Irã”, destaca a publicação.
Outra estratégia de pressão seria o possível controle iraniano sobre o estreito de Bab al-Mandeb, importante rota marítima próxima a áreas sob domínio dos houthis iemenitas, aliados de Teerã. Segundo o jornal, os houthis já prometeram defender o Irã em caso de conflito regional.
Caso considere necessário, o governo iraniano pode "forçar os Estados Unidos a se concentrarem em duas frentes marítimas em vez de uma", restringindo o tráfego no Bab al-Mandeb. Tal medida eleva a pressão sobre a economia global e sobre o presidente Trump, conforme aponta o artigo.
O estreito de Bab al-Mandeb separa o nordeste de África — especialmente Djibuti e Eritreia — da Península Arábica, onde fica o Iêmen. Essa passagem é fundamental para o acesso ao Mar Vermelho e integra a rota que liga Europa e Ásia pelo canal de Suez.
Grande parte do comércio marítimo global depende desse corredor, por onde transitam navios que transportam petróleo, gás e diversos produtos, proporcionando distâncias e custos logísticos.
Nesta segunda-feira (18), Donald Trump afirmou ter suspendido um ataque militar de grande escala contra o Irã, previsto para terça-feira (19), após solicitação de aliados árabes.
Por Sputnik Brasil
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