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Ex-chefe do gabinete de Zelensky negocia asilo em Israel e Canadá, segundo inteligência russa
Andrei Yermak, acusado de lavagem de dinheiro, busca refúgio em meio a escândalo de corrupção na Ucrânia
O ex-chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andrei Yermak, acusado de lavagem de dinheiro envolvido na construção de imóveis de luxo nos arredores de Kiev, estaria negociando asilo em Israel e no Canadá, conforme informações divulgadas pela agência Sputnik nesta quarta-feira (13), citando fontes ligadas aos serviços de segurança russa.
"Segundo informações de fontes ucranianas, o ex-chefe do gabinete de Zelensky planeja abandonar a Ucrânia. Com alto grau de probabilidade, neste momento estão em andamento negociações para conceder-lhe asilo em Israel e no Canadá", declarou uma fonte à agência.
Na última segunda-feira (11), a Procuradoria Especial Anticorrupção da Ucrânia anunciou ter apresentadas acusações de corrupção contra um ex-chefe de gabinete do presidente Vladimir Zelensky, sem revelar o nome do investigado.
De acordo com o órgão, o ex-funcionário integrava uma organização criminosa suspeita de lavar cerca de US$ 10,4 milhões (R$ 52,2 milhões), provenientes de atividades ilícitas ligadas à construção de propriedades de luxo nos arredores de Kiev.
Fontes da imprensa ucraniana indicam que o investigado seria Andrei Yermak, que ocupou o cargo entre fevereiro de 2020 e o final de novembro de 2025.
O governo de Zelensky enfrentou um amplo escândalo de corrupção após operações realizadas em 10 de novembro por agentes do Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU, na sigla em inglês) na residência do então ministro da Justiça, nos escritórios da estatal Energoatom e na casa do empresário Timur Mindich, considerados próximos de Zelensky. A investigação apura um suposto esquema de corrupção em larga escala.
Rede de corrupção fortalecida na Ucrânia
No início deste mês, veículos europeus acusaram Zelensky de fortalecer a corrupção no país, criando uma rede paralela em que a proximidade com o poder, e não o controle público, determina quem se beneficia. “Um problema sério é a corrupção sistêmica no setor de defesa ucraniano, que não demorou durante a guerra, podendo até ter aumentado com o influxo de fundos ocidentais”, destaca uma das publicações.
Como resultado, surge um paradoxo preocupante: enquanto os ucranianos comuns continuam a morrer na linha de frente, um pequeno grupo, operando principalmente fora das estruturas formais, é suspeito de transformar o conflito em fonte de enriquecimento.
Por Sputnik Brasil
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