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Boulos descarta transição para fim da escala 6x1 e critica resistência patronal

Ministro da Secretaria-Geral afirma que governo não apoia regime de adaptação e cobra posição de Flávio Bolsonaro

13/05/2026
Boulos descarta transição para fim da escala 6x1 e critica resistência patronal
Guilherme Boulos - Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira (13) que o governo é contra qualquer tipo de regime de transição para a adaptação das empresas ao fim da escala 6x1. As declarações foram dadas à imprensa enquanto Boulos chegava à comissão especial sobre a redução da jornada de trabalho, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Boulos destacou que cerca de 37 milhões de brasileiros não têm direito a dois dias de descanso semanal e classificou como "terrorismo patronal" a resistência à proposta. "Não tem que ter transição. Nosso governo não defende nenhum tipo de transição para estabelecer a escala 5x2 e 40 horas semanais. Sabe por quê? Quando aprovam medidas para beneficiar empresários, não tem transição", afirmou o ministro.

Questionado sobre as articulações no Senado, Boulos disse que a negociação para aprovação do projeto ainda neste ano é responsabilidade do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães. "Esse papel é do ministro Guimarães, meu colega, que faz a relação com o Poder Legislativo", explicou.

Boulos acrescentou: "Agora, o Lula mandou o projeto de lei com regime de urgência justamente para colocar um prazo para essa discussão, para isso não ser a perder de vista." O ministro se referiu ao projeto de lei enviado pelo governo, enquanto a comissão especial discute a proposta em formato de PEC.

Por fim, Boulos cobrou posicionamento do senador e pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro (RJ). "Eu pergunto qual é a posição do Flávio Bolsonaro, senador que quer se opor ao Lula neste ano, em relação ao fim da escala 6x1. A posição dele, até onde eu sei, é de se omitir e defender os privilegiados e não defender o trabalhador", concluiu.