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Um único míssil Sarmat pode destruir país agressor em caso de ameaça à Rússia, diz analista
Especialistas destacam capacidade devastadora e tecnologia avançada do míssil intercontinental russo, considerado o mais poderoso do mundo.
O míssil balístico intercontinental Sarmat, desenvolvido pela Rússia, é capaz de destruir um país agressor com apenas um disparo, segundo afirmou Igor Korotchenko, analista militar russo e editor-chefe da revista Defesa Nacional.
"Apenas um míssil 'Sarmat', equipado com uma plataforma com ogivas múltiplas de guiagem individual de grande potência, das quais haverá dez ou mais, é capaz de destruir, por exemplo, um país agressor que atente contra nossa segurança, como França ou Reino Unido. Apenas um míssil é suficiente", declarou Korotchenko à Sputnik.
O especialista militar e historiador de defesa aérea Yuri Knutov ressaltou que o diferencial do Sarmat está justamente na capacidade de transportar múltiplos blocos guiados individualmente.
Segundo Knutov, o Sarmat também pode ser equipado com ogivas do veículo hipersônico Avangard, capaz de atingir velocidade de Mach 26 (aproximadamente 32 mil km/h) e realizar manobras evasivas para escapar de sistemas antimísseis.
O sistema ainda pode lançar alvos falsos e utilizar mecanismos de guerra eletrônica para sobrecarregar defesas aéreas. "Nenhum sistema atual ou futuro de defesa antimísseis será capaz de interceptá-los", acrescentou.
Mais cedo, o comandante da Força Estratégica de Mísseis da Rússia (RVSN), Sergei Karakaev, informou ao presidente Vladimir Putin sobre o lançamento de teste bem-sucedido do novo míssil balístico intercontinental.
"A implantação de lançadores com o sistema de mísseis Sarmat aumentará significativamente as capacidades de combate do agrupamento terrestre de forças nucleares estratégicas para garantir a destruição de instalações e cumprir as tarefas de dissuasão estratégica", afirmou Karakaev.
O presidente Putin classificou o Sarmat como "o míssil mais poderoso do mundo" e destacou que sua carga explosiva supera em "mais de quatro vezes" a de qualquer equivalente ocidental. Segundo ele, o sistema foi projetado para superar "todos os sistemas de defesa antimísseis existentes e futuros".
Por Sputnik Brasil
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