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Petróleo fecha em alta com tensões entre EUA e Irã e incertezas sobre Ormuz
Cotações avançam diante do impasse diplomático no Estreito de Ormuz e riscos ao fluxo global da commodity
Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta terça-feira, 12, em alta, impulsionados pela intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã, além das dúvidas quanto a uma solução diplomática para o impasse no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global da commodity. O mercado também reagiu a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que destacou a fragilidade do cessar-fogo na região e manifestou preocupação com uma possível interrupção prolongada no fluxo de petróleo.
O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou com valorização de 4,19% (US$ 4,11), cotado a US$ 102,18 por barril.
Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 3,42% (US$ 3,56), encerrando a US$ 107,77 o barril. Na máxima do dia, atingiu US$ 108,45.
A percepção de risco geopolítico permaneceu dominante nos negócios, diante da ausência de avanços nas negociações entre Washington e Teerã. Trump afirmou que o cessar-fogo está em "suporte de vida massivo", enquanto o governo iraniano endureceu o discurso sobre o controle do Estreito de Ormuz. Pouco antes do fechamento dos mercados, o presidente declarou que o bloqueio marítimo imposto pelo Irã tem sido eficaz e advertiu que o país persa "chegará a um acordo ou será dizimado".
De acordo com a BOK Financial, a falta de notícias concretas sobre um acordo eleva a percepção de que novas escaladas podem ocorrer no Oriente Médio. No entanto, a instituição avalia que uma deterioração mais grave das tensões tende a ser evitada no curto prazo, especialmente enquanto Trump estiver em viagem à China.
Para o Saxo Bank, o mercado segue precificando uma oferta global de energia apertada, ao passo que investidores aguardam mais informações sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.
A consultoria Enverus manteve sua projeção para o Brent em média de US$ 95 por barril no restante de 2026 e de US$ 100 em 2027, citando estoques reduzidos nos países da OCDE, capacidade ociosa limitada e o impacto prolongado do bloqueio em Ormuz sobre os fluxos globais.
O Departamento de Energia dos EUA revisou levemente para baixo sua estimativa para o preço médio do Brent em 2026, de US$ 96 para US$ 95 por barril, e passou a projetar um valor médio de US$ 79 em 2027, ante US$ 76 anteriormente, conforme relatório Short-Term Energy Outlook (Steo).
Com informações da Dow Jones Newswires
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