Geral
Dia Internacional da Família: caminhos para acolher e valorizar diferentes estruturas familiares
Diversidade familiar ensina sobre várias maneiras de amar e conviver
Celebrar o Dia Internacional da Família, no próximo dia 15, é um convite à ampliação do olhar sobre o que define um núcleo familiar. Família não é uma forma única, é um vínculo; é quem cuida e sustenta. “Trabalhar essa data com crianças e adolescentes é ajudá-los a entender que o pertencimento não nasce de um modelo, mas da qualidade das relações. E a reforçar que não existe família perfeita, mas família possível, construída com afeto e presença no cotidiano de cada uma”, diz a psicopedagoga e escritora infantojuvenil Paula Furtado.
Em datas comemorativas como essa, amigos, familiares e responsáveis podem promover uma vivência mais acolhedora e inclusiva entre as crianças por meio de conversas com abordagens mais abertas, como perguntar “quem são as pessoas importantes da sua vida?”. Nesse contexto, livros, gibis e outras narrativas ilustradas desempenham um papel relevante, pois contribuem para expandir a maneira como as crianças entendem as diversas configurações familiares.
Ainda segundo Paula, que também é contadora de histórias, esses recursos tornam a diversidade mais compreensível e acessível. “Quando as crianças encontram personagens que têm avós, dois pais, duas mães, apenas uma mãe ou outros cuidadores, elas expandem seu repertório emocional e começam a entender, de maneira natural, que há diversas maneiras de amar e conviver”, explica.
Criar um ambiente de escuta, livre de julgamentos, é outro caminho para oferecer um suporte emocional às crianças. “Elas não precisam de explicações complexas, mas de segurança. Pequenos gestos de acolhimento fazem a diferença, como incluir, perguntar com cuidado, evitar comparações, reconhecer cada história como única e dar respostas claras para promover a diversidade. A mensagem é simples: cada família é de um jeito, e todas merecem respeito”.
Sinais de alerta e ajuda
É essencial abrir espaço para que crianças e adolescentes compartilhem suas emoções. Muitas vezes, as crianças acabam se sentindo desconfortáveis ou excluídos e nem sempre conseguem expressar o que sentem em palavras, mas dão sinais por meio do comportamento, como silêncio excessivo, evitação do tema, tristeza, irritação ou recusa em participar de atividades.
Diante dessas manifestações, vale considerar apoio especializado quando necessário. “Profissionais e a própria escola podem ajudar no acolhimento e na orientação, sempre com o objetivo de que a criança não enfrente sozinha sentimentos difíceis”, ressalta Paula.
No dia 15 de maio, mais do que uma data comemorativa, a ocasião convida crianças e adolescentes a valorizar os vínculos. “Quando uma criança se sente vista e validada, ela se fortalece internamente e entende que o amor pode ter muitas formas”, conclui Paula.

Sobre Paula Furtado
Paula (@paulafurtadopf) é pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia (Facon-SP), Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP. A profissional já atuou como assessora pedagógica em escolas públicas e particulares.
Paula Furtado atende crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado, incluindo casos complexos envolvendo traumas e situações de vulnerabilidade emocional. Nesta área da educação, a pedagoga ministra cursos para formação de educadores nas instituições de ensino público e particular e realiza palestras para pais sobre a importância de contar histórias.
Autora de mais de 100 livros infantojuvenis e criadora de jogos pedagógicos inovadores, Paula também escreve para revistas especializadas em educação e infância. A especialista em educação exerceu a função de coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e MSP Estúdios.
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