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Emergentes ganham fôlego com retorno de capitais e expectativa por reunião Xi-Trump
Após forte saída de recursos em março, mercados emergentes registram entradas bilionárias; encontro entre líderes dos EUA e China pode impulsionar bolsas da Ásia e América Latina.
Os fluxos globais voltaram a favorecer os mercados emergentes em abril, com entradas de US$ 58,3 bilhões após o choque geopolítico envolvendo o Irã. Os analistas veem espaço para uma nova recuperação, especialmente diante da expectativa em torno da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping.
Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF), a reversão dos fluxos foi ampla, revertendo as saídas de US$ 66,2 bilhões em março e de US$ 42,2 bilhões em abril de 2023, tanto em ações quanto em títulos de dívida. No entanto, a primeira onda de surto concentrou-se em renda fixa, sinalizando cautela persistente dos investidores.
Analistas ouvidos pelo South China Morning Post afirmam que o movimento demonstra disposição dos investidores retomarem posições assim que o choque inicial se dissipar, beneficiando os mercados da China ao Brasil.
A paixão renovada pela inteligência artificial (IA) reacendeu o apetite pelas ações norte-americanas. Ainda assim, especialistas avaliam que a China continental e Hong Kong podem ganhar impulso com o encontro entre Trump e Xi, visto como potenciais gatilhos para maior tolerância ao risco.
A visita de Trump à China é vista como peça-chave para o ritmo de recuperação dos mercados. Um estágio positivo para o conflito no Irã e para o diálogo bilateral pode destravar mercados que ficaram para trás, como Hong Kong e outras praças emergentes da América Latina.
Apesar disso, a incerteza sobre o Irã permanece como principal freio. Nos últimos 30 dias, os índices chineses avançaram menos do que nos EUA, Coreia do Sul e Taiwan, impulsionados pelo boom de IA e pelo desempenho de empresas como a Antrópica.
Analistas destacaram à mídia asiática que as relações comerciais entre EUA e China não têm sido suficientes para animar o mercado chinês. Mesmo com possíveis avanços em tarifas e compras agrícolas, o consenso é que a IA continuará liderando o ciclo de curto prazo.
Enquanto a Coreia e Taiwan surfam na frenesi tecnológica, empresas de tecnologia concentradas em Hong Kong são subavaliadas pela falta de oportunidades locais. Ainda assim, gestores como o JP Morgan veem oportunidades em IA nos próximos 12 a 18 meses.
Por Sputnik Brasil
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