Geral

Lula reafirma apoio à candidatura de Michelle Bachelet à ONU após reunião no Planalto

Presidente brasileiro destaca experiência e pioneirismo da ex-presidente chilena na disputa pelo comando das Nações Unidas

11/05/2026
Lula reafirma apoio à candidatura de Michelle Bachelet à ONU após reunião no Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou, nesta segunda-feira (11), seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em publicação na rede social X, Lula ressaltou as credenciais de Bachelet, destacando sua experiência à frente do governo chileno e seu profundo conhecimento das funções da ONU.

"Sua experiência como chefe de Estado e profunda conhecedora da ONU a credencia a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização", afirmou Lula.

Bachelet esteve reunida com Lula no Palácio do Planalto. Segundo o presidente, o encontro abordou temas da agenda internacional, o papel de uma ONU reformada na promoção da paz e do desenvolvimento sustentável, além da necessidade de fortalecimento do multilateralismo.

Esta não é a primeira manifestação pública de Lula em apoio à chilena. Em fevereiro, também pelo X, ele defendeu que, após oito décadas de história, a organização seja comandada por uma mulher.

"A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo. Foi a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade", declarou Lula.

A eleição para a Secretaria-Geral da ONU está marcada para julho deste ano. Além de Bachelet, disputam o cargo Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica) e Macky Sall (Senegal). Seguindo a tradição de rotatividade entre continentes, este pode ser o momento de um latino-americano assumir a liderança da entidade.