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Índia pede à população que suspenda compra de ouro para proteger reservas cambiais

Medida busca conter pressão sobre a rúpia e preservar divisas diante de instabilidade global e alta do petróleo

11/05/2026
Índia pede à população que suspenda compra de ouro para proteger reservas cambiais
Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia - Foto: Reprodução / Instagram

Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, fez um apelo à população para que suspenda, por um ano, a compra de ouro. O objetivo é proteger as reservas internacionais em moeda estrangeira do país, em um contexto de crescentes tensões geopolíticas que têm pressionado a rúpia.

A demanda interna pelo metal precioso segue elevada, o que aumenta os gastos com divisas. A Índia está entre os maiores consumidores de ouro do mundo; além do valor cultural, o ouro é amplamente utilizado como investimento. O metal também compõe as reservas do banco central e representava cerca de 17% do total ao final de março.

Desde o início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro, que provocou alta nos preços do petróleo e gás, a rúpia tem se desvalorizado, acompanhando outras moedas emergentes. O movimento reflete a busca global por dólares como proteção e o temor de choques energéticos em grandes importadores como a Índia. Ao mesmo tempo, a piora das expectativas de inflação reduziu o apelo do ouro e diminuiu o valor dessas reservas.

Para conter a saída de capitais, outro fator de pressão sobre a moeda, Modi também pediu aos indianos que reduzam o consumo de gasolina e combustíveis, sugerindo alternativas como trabalho remoto e menos viagens internacionais de lazer.

"O aumento dos preços do petróleo bruto e a instabilidade global estão colocando forte pressão sobre as reservas cambiais da Índia", afirmou Devarsh Vakil, da HDFC Securities. "Reduzir gastos discricionários com importações de ouro e viagens internacionais pode ajudar o país a preservá-las", acrescentou.

Analistas destacam que, mesmo que um acordo encerre o conflito no Oriente Médio em breve, a recuperação econômica será gradual. O aumento dos preços de energia, o impacto sobre outras commodities e a queda na confiança de consumidores e empresas exigirão tempo para normalização.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.