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Dirigente do BoE sugere cautela e aguarda efeitos da guerra antes de decidir sobre juros
Megan Greene, do Banco da Inglaterra, alerta para riscos inflacionários e defende análise dos impactos do conflito antes de mudanças na taxa básica.
Megan Greene, dirigente do Banco da Inglaterra (BoE), afirmou que "vale a pena esperar para ver" como a guerra envolvendo EUA, Israel e Irã se desenrola antes de decidir sobre um eventual aumento das taxas de juros no Reino Unido. Segundo Greene, os riscos para a inflação permanecem "inteiramente para cima".
"Já tivemos um choque negativo de oferta, um choque energético, e isso tende a impulsionar a inflação para cima e reduzir o crescimento, o que é uma situação terrível para um banqueiro central", destacou Greene durante participação no podcast Odd Lots, da Bloomberg, nesta segunda-feira, 11.
Para a dirigente, o risco de alta nos preços da energia e os efeitos secundários do conflito também estão mais propensos a subir do que a cair. Por outro lado, ela pondera que a economia estagnada e o mercado de trabalho frouxo podem limitar esses efeitos secundários.
Comentando a decisão recente do BoE de manter a taxa básica inalterada em abril, Greene ressaltou que "um fator importante foi que teremos notícias nas próximas seis semanas". "Muitas dessas notícias não serão evidências definitivas dos efeitos da segunda onda, mas serão evidências sobre os preços da energia, que são um fator importante para entender o que está acontecendo com a economia e com a inflação", explicou.
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