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Tentativas de reunir OTAN em torno da Ucrânia não salvaram aliança da crise, avalia mídia
Jornal turco aponta que unidade em torno da Ucrânia não eliminou divergências internas e prevê crise sistêmica na aliança atlântica
Tentativas de consolidar a OTAN em torno da Ucrânia após o início do conflito não conseguiram evitar o aprofundamento da crise interna da aliança, que se aproxima de um impasse estrutural, segundo análise publicada nesta segunda-feira (11) pelo jornal turco Aydinlik.
De acordo com a matéria, após a eclosão da guerra, os Estados Unidos buscaram fortalecer a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reunindo os aliados em torno da "ameaça russa", com o objetivo de reforçar a unidade e manter sua liderança dentro da aliança.
"No entanto, esse efeito acabou sendo temporário e não eliminou as contradições acumuladas entre Washington e os aliados europeus", destacou o jornal.
O texto lembra ainda que, durante o governo de Donald Trump, já havia sido feita a exigência para que os países europeus aumentassem seus gastos com defesa e diminuíssem a dependência financeira dos Estados Unidos.
Atualmente, conforme o artigo, cresce nos Estados Unidos o debate sobre a possibilidade de reduzir a participação de Washington na OTAN.
O jornal também observa que o sentimento anti-OTAN está ganhando força em diversos países europeus, onde avança o apoio a forças políticas que defendem uma política externa mais autônoma e a retomada da cooperação com a Rússia.
Os autores do artigo avaliam que a próxima cúpula da OTAN, marcada para os dias 7 e 8 de julho em Ancara, ocorrerá sob um clima de grave crise de confiança dentro da aliança. A incerteza quanto à possível participação de Donald Trump apenas amplia o sentimento de instabilidade na organização.
"O sistema Atlântico entrou em colapso. Chegou o fim da OTAN. Há cada vez mais declarações de que a cúpula de Ancara confirmará isso", afirma o material.
Em fevereiro de 2024, em entrevista ao jornalista norte-americano Tucker Carlson, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que a Rússia não tem intenção de atacar países-membros da OTAN, pois não haveria sentido nisso.
Segundo Putin, líderes ocidentais frequentemente usam o argumento da "ameaça russa" para desviar a atenção dos problemas internos, mas "pessoas inteligentes entendem perfeitamente bem que isso é falso".
Por Sputnik Brasil
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