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Mesmo com guerra em Brasília, 'ninguém quer se associar a votação impopular', dizem analistas

Especialistas apontam que projetos com forte apelo popular têm mais chances de avançar, enquanto pautas impopulares são evitadas por parlamentares às vésperas das eleições.

05/05/2026
Mesmo com guerra em Brasília, 'ninguém quer se associar a votação impopular', dizem analistas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Faltando cinco meses para as eleições no Brasil, a disputa pelo poder em Brasília ganhou novos contornos na última semana. O Senado rejeitou Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Um dia depois, o Congresso derrubou os vetos de Lula ao projeto de lei da Dosimetria, que reduziria as penas dos condenados pela trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Executivo possui projetos com potencial para gerar votos nas eleições, mas que podem ser travados no Senado. Um deles é o fim da escala 6x1, que avança na Câmara e pode ser pautado no fim de maio, dependendo ainda da liberação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para ir ao plenário.

Para o cientista político Ricardo Ismael, pautas com forte apelo popular, como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública, tendem a ter caminhos diferentes no Congresso. “É possível, até pela repercussão, que o fim da escala 6x1 seja apoiado por integrantes do Centrão, já que ninguém quer se associar a uma votação impopular”, analisa.

A cientista política Tayná Paolino complementa ao afirmar que há risco de as pautas do governo se tornarem instrumentos de negociação no Legislativo. “Projetos de grande impacto social, como a PEC da Segurança e o fim da escala 6x1, podem ficar parados não necessariamente por falta de relevância, mas porque a agenda do Congresso passa a ser usada como moeda de negociação”, avalia.

Por Sputnik Brasil