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Crise do petróleo à vista? Emirados Árabes Unidos se retiram de organizações globais do setor
Saída dos Emirados Árabes da OPEP e de entidades do setor eleva preço do Brent e gera incertezas no mercado global. Brasil pode se beneficiar com matriz renovável.
A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a OPEP+ e a Organização de Países Árabes Exportadores de Petróleo (OAPEP) acirrou a tensão no mercado internacional de energia.
Após o anúncio, o preço do barril do Brent atingiu cerca de US$ 112 (R$ 577,92 na cotação atual), registrando o maior patamar desde o início de abril e acumulando sete altas consecutivas. Diante desse cenário, o Brasil encontra-se em posição relativamente mais confortável, em razão do fortalecimento de sua matriz energética renovável e de medidas para mitigar os impactos das oscilações externas no setor de combustíveis.
Quais são os desdobramentos geopolíticos dessa saída? Outros países podem seguir o mesmo caminho? Para analisar o contexto, Melina Saad e Marcelo Castilho recebem João Victor Marques, professor e pesquisador da FGV Energia, e Pedro Costa Jr., cientista político, analista de relações internacionais e autor do livro "EUA x China: a luta pelo poder global". O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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