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Finanças pessoais lideram engajamento nas redes sociais
Finfluence, estudo da Anbima, aponta que, em meio às incertezas econômicas, o público reage mais quando o conteúdo conecta o cenário à vida real
O conteúdo que mais engaja em finanças nas redes hoje não é o que fala de produtos, e sim o que ajuda a lidar com dinheiro no dia a dia. No 2º semestre de 2025, publicações sobre finanças pessoais concentraram a maior parte das interações, segundo a 10ª edição do FInfluence, estudo da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Ibpad (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados).
Assuntos como finanças pessoais, política e economia brasileira cresceram 11,6% nas publicações dos Finfluencers, enquanto o engajamento a esses conteúdos avançou 21,3%. No mesmo período, posts focados em produtos não despertaram tanto o interesse da audiência: a média de interações por publicação reduziu em 19% no semestre.
O público passou a reagir mais a conteúdos que ajudam a interpretar o cenário e traduzir isso em decisões práticas. É nesse contexto que entram as finanças pessoais. O tema liderou o engajamento, com média de 5.063 interações por post, ao conectar orientações sobre uso do cartão de crédito, organização de gastos, planejamento financeiro e relatos sobre renda, pressão econômica e busca por estabilidade.
É um conteúdo que funciona porque parte de situações reais e reconhecíveis. Na sequência, aparecem política brasileira (4.574) e economia brasileira (4.089), indicando que o interesse aumenta quando o conteúdo ajuda a contextualizar decisões.
Houve uma mudança clara de um semestre para outro em 2025. Na primeira metade do ano, o debate nas redes foi puxado por política e economia, em um cenário marcado por tensões internacionais. Apesar de os influenciadores terem intensificado em 9,7% a produção de conteúdos mais gerais, focados na leitura de contexto macroeconômico, o aumento não gerou o mesmo nível de interesse do público.
"O engajamento não está mais concentrado no tema mais comentado, mas no conteúdo mais aplicável na vida de quem está assistindo. Em um ambiente mais instável, a audiência busca interpretação e direcionamento", explica Amanda Brum, CMO da Anbima.
Segundo a executiva, o público se aproxima de quem consegue traduzir o cenário em escolhas concretas. "Quando o conteúdo mostra como aquilo impacta a vida real, ele ganha mais força”, afirma.
Para marcas e influenciadores, a leitura é direta. "Em um cenário com mais conteúdo e mais disputa por atenção, não basta falar do produto certo. O diferencial está em transformar informação em orientação prática. É isso que sustenta o interesse e redefine o que performa nas redes quando o assunto é dinheiro", aponta Brum.
Sobre o Finfluence
Os números fazem parte da décima edição do FInfluence, estudo conduzido pela Anbima que acompanha, desde 2020, o comportamento de influenciadores digitais produtores de conteúdo sobre finanças e investimentos no Brasil. A pesquisa monitora centenas de criadores e milhares de perfis no X, YouTube, Instagram e Facebook para identificar tendências, padrões de engajamento e a evolução do debate financeiro no ambiente digital.
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