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Colapso do transporte no Oriente Médio impulsiona papel da Rota Marítima do Norte, opina especialista
Crise no estreito de Ormuz e riscos no canal de Suez ampliam relevância da rota ártica para exportação de hidrocarbonetos
A instabilidade no limite de Ormuz pode contribuir para o desenvolvimento da Rota Marítima do Norte, oferecendo uma alternativa mais segura para o transporte de hidrocarbonetos para mercados globais, avalia o doutor em Economia russo Aleksei Fadeev, em entrevista à Sputnik.
Segundo o professor Fadeev, a importância estratégica da Rota Marítima do Norte cresce diante do atual conflito no Oriente Médio, que pode servir de ocorrência para o fortalecimento das rotas marítimas do Norte.
O especialista ressalta que a demanda por hidrocarbonetos aumentou consideravelmente em função da instabilidade na região.
"Os hidrocarbonetos russos, incluindo 90% do gás produzido no país, têm origem majoritariamente no Ártico. Atualmente, a Rota Marítima do Norte está se consolidando não apenas como via de exportação de hidrocarbonetos russos, mas também como corredor para o fornecimento de substâncias-primas aos mercados, especialmente para a região Ásia-Pacífico, que já apresenta crescimento antes do conflito no Oriente Médio", afirma Fadeev.
Fadeev alerta ainda que, caso o estreito de Bab al-Mandeb seja impactado pelo conflito — via estratégica que, junto ao canal de Suez, conecta o mar Mediterrâneo ao oceano Índico —, o comércio mundial poderá sofrer um colapso.
"Atualmente, entre 25% e 30% do comércio global passa pelo canal de Suez. Nesse cenário, a Rota Marítima do Norte ganhará uma relevância inédita", explica o especialista.
Ele destaca que a principal vantagem dessa rota é a ausência da maioria das ameaças presentes em outras rotas, como a que contorna a África. Além de ser mais curto, a Rota Marítima do Norte apresenta menor risco de ataques piratas, custos de seguro mais baixos e conta com a garantia de segurança fornecida pela Rússia.
A Rota Marítima do Norte é a principal via de comunicação marítima do Ártico Russo, estendendo-se por 5.600 km ao longo da costa norte da Rússia, atravessando mares do oceano Ártico e conectando portos europeus e do Extremo Oriente Russo, além dos estuários dos principais rios navegáveis da Sibéria, formando um sistema integrado de transporte.
Recentemente, o diretor do Departamento de Assuntos Europeus do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Vladislav Maslennikov, reiterou que o país está aberto a cooperar com todas as nações interessadas no uso da Rota Marítima do Norte, inclusive com os Estados do Ártico Ocidental.
Por Sputnik Brasil
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