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Escalada no Oriente Médio reduz impacto das viagens de Zelensky pela Europa, diz Nebenzya
Representante russo na ONU afirma que atenção mundial se volta ao Oriente Médio e enfraquece pauta ucraniana.
O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, está plenamente ciente de que o deslocamento definitivo da pauta ucraniana para a "periferia da política internacional", em meio à escalada no Oriente Médio, reduz significativamente o impacto de suas viagens pelos países europeus. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (20) pelo representante permanente da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya.
"Zelensky entende perfeitamente que o afastamento da questão ucraniana para a periferia da política internacional, devido à escalada no Oriente Médio, diminui consideravelmente o retorno de suas turnês pela Europa. Ao que parece, ele acreditava que poderia indefinidamente e sem grandes esforços arrancar dinheiro de seus patrocinadores ocidentais, assustando-os com a ideia de que as Forças Armadas da Ucrânia seriam a única barreira no caminho da Rússia rumo à Europa", afirmou Nebenzya durante sessão do Conselho de Segurança da ONU.
O diplomata russo acrescentou que, ao perceber que a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, bem como as graves consequências dessa crise, atrapalharam seus planos, Zelensky "não se perdeu e passou a promover com redobrada intensidade a experiência de combate das Forças Armadas da Ucrânia".
Durante a reunião, Nebenzya declarou ainda que, em Kiev, não há forças políticas capazes de impedir que cidadãos ucranianos comuns sejam usados como "material descartável" em favor dos interesses da Europa.
O diplomata também citou uma declaração do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Bélgica, Frederic Vansina, que reconheceu abertamente que a Ucrânia estava "ganhando tempo" para que a Europa se preparasse para uma possível guerra com a Rússia.
"Em Kiev não existe uma única força política sensata capaz de se opor a esse plano desumano [de usar cidadãos ucranianos em benefício da Europa], e os atuais líderes ucranianos continuam a executar cegamente essa vontade", pontuou Nebenzya.
O representante russo ressaltou que, ainda assim, o desfecho desse cenário escrito por países ocidentais tende a ser bastante trágico.
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