Geral
Bolsas de Nova York fecham em alta com alívio no Oriente Médio alimentando apetite por risco
Abertura do Estreito de Ormuz e avanços diplomáticos elevam índices americanos; setor de energia recua com queda do petróleo
As bolsas de Nova York encerraram a sexta-feira, 17, em forte alta, impulsionadas pela liberação do Estreito de Ormuz, o que renovou as esperanças de uma possível resolução para o conflito no Oriente Médio. Tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq atingiram novas máximas intradiárias e de fechamento.
O Dow Jones avançou 1,79%, fechando aos 49.447,43 pontos. O S&P 500 subiu 1,20%, para 7.126,06 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 1,52%, chegando aos 24.468,48 pontos. Na semana, os índices acumularam ganhos de 3,2%, 4,5% e 6,8%, respectivamente.
O Irã informou nesta sexta-feira que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permanecerá liberado durante todo o período do cessar-fogo entre Israel e Líbano. A medida fez os índices iniciarem o pregão em alta, levando Nasdaq e S&P 500 a máximas históricas já pela manhã. De acordo com análise da Kudotrade, o progresso diplomático "claro" na região fortaleceu o apetite por risco nos mercados globais.
Apesar de persistirem diferenças entre Estados Unidos e Irã para um acordo definitivo que encerre a guerra, a expectativa é de que uma nova rodada de negociações ocorra nos próximos dias. O presidente dos EUA, Donald Trump, foi citado pela imprensa local afirmando que o conflito pode terminar em breve.
Com a forte queda nos preços do petróleo, o setor de energia do S&P 500 registrou retração de 2,94%. A Devon Energy recuou 3,4%, enquanto a Exxon perdeu 3,65%. Por outro lado, companhias aéreas se beneficiaram do cenário, com United Airlines saltando 7,1%, American Airlines avançando 4,16% e Delta subindo 2,62%.
A Netflix despencou 9,7% após divulgar projeções que frustraram o mercado. A Alcoa também teve desempenho negativo, com queda de 6,8% após relatório de ganhos aquém do esperado.
A Kailera Therapeutics, empresa de biotecnologia voltada ao tratamento da obesidade, estreou na Nasdaq com valorização de 62,50%.
No cenário doméstico, investidores passaram a apostar em corte de juros nos Estados Unidos já em dezembro de 2026, segundo ferramenta do CME Group. Antes, a expectativa era de retomada dos cortes apenas em meados de 2027.
Com informações de Dow Jones Newswires
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