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Monitor do PIB aponta alta de 0,6% em fevereiro ante janeiro, mostra FGV
Crescimento é o quarto consecutivo e é puxado pelo consumo das famílias e indústria de transformação, segundo Ibre/FGV
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, marcando o quarto mês seguido de crescimento da atividade econômica, de acordo com o Monitor do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
Na comparação anual, o PIB cresceu 0,3% em fevereiro de 2026 frente a fevereiro de 2025. No acumulado de 12 meses até fevereiro, a taxa é de 2,0% .
Segundo Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV, "a economia brasileira manteve seu crescimento pelo quarto mês consecutivo, registrando em fevereiro 0,6% de variação, com destaques para o consumo das famílias, que cresceu pelo terceiro mês seguido, e para a Formação Bruta de Capital Fixo, que avançou pelo segundo mês. Pelo lado da oferta, indústria de transformação, extrativa mineral e comércio crescimento expressivo".
O Monitor do PIB antecipa tendências do principal índice econômico do país, utilizando as mesmas fontes de dados e metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.
No trimestre encerrado em fevereiro de 2026, a economia cresceu 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias subiu 1,1% .
De acordo com o relatório do Monitor do PIB, "o resultado reflete contribuições positivas de todos os componentes, com destaque para o consumo de serviços e produtos não planejados, responsáveis por praticamente todo o aumento. Com isso, o consumo das famílias completa quatro trimestres móveis consecutivos de crescimento mais expressivo, mostrando continuidade da recuperação em relação ao segundo semestre de 2025".
Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos no PIB, teve queda de 1,1% no trimestre encerrado em fevereiro, frente ao mesmo período do ano anterior. "Os segmentos de construção e de máquinas e equipamentos desenvolvem desempenho para o componente. No entanto, diferentemente do trimestre anterior, máquinas e equipamentos não caíram de forma tão expressiva, resultando em uma queda menor do agregado. A construção registrada o terceiro trimestre móvel consecutivo de retração", apontou a FGV.
As exportações cresceram 13,4% , enquanto as importações recuaram 5,2% no período. “Todos os componentes das exportações tiveram contribuição positiva, com destaque para produtos da extrativa mineral, especialmente petróleo, que apresentaram crescimento acima da média dos últimos trimestres. Produtos da agropecuária e de serviços também impulsionando o setor.
Em valores correntes, o PIB brasileiro somou R$ 2,197 trilhões no primeiro bimestre de 2026. A taxa de investimento da economia ficou em 20,7% em fevereiro.
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