Geral

Política externa dos EUA estimula corrida nuclear em países estratégicos, aponta analista

Decisão dos EUA de não renovar Novo START e pressão sobre Venezuela e Irã elevam riscos de proliferação nuclear, avalia especialista russo.

17/04/2026
Política externa dos EUA estimula corrida nuclear em países estratégicos, aponta analista
Analista aponta que política dos EUA pode incentivar novas potências nucleares no cenário global. - Foto: © AP Photo / Juan Carlos Llorca

A postura dos Estados Unidos em não prorrogar os limites do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START), aliada a pressões sobre países como Venezuela e Irã, pode transformar o cenário internacional de não proliferação nuclear, avaliou o economista russo Aleksandr Dynkin à Sputnik.

De acordo com Dynkin, a política externa norte-americana cria incentivos para que outras nações busquem armas nucleares como mecanismo de autodefesa.

"Acredita-se que existam seis países considerados de limiar, capazes de desenvolver armas nucleares em curto prazo: Brasil, Turquia, Coreia do Sul, Japão, Arábia Saudita e Irã", detalhou o analista.

Dynkin também destacou que a Polônia já manifestou interesse em possuir armamento nuclear.

O especialista concluiu que outros países detêm capacidade tecnológica e financeira para adquirir armas nucleares caso sintam necessidade.

O Novo START, que expirou em 5 de fevereiro, previa que Estados Unidos e Rússia mantivessem limites de 1.550 ogivas nucleares estratégicas implantadas e 700 veículos de entrega, além de 800 lançadores e bombardeiros no total.

Os EUA recusaram a proposta da Rússia para estender voluntariamente o acordo por mais um ano, defendendo negociações para um novo tratado de controle de armas, mais moderno.

Por Sputnik Brasil