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Comitiva de Trump pode tentar convencê-lo da necessidade de operação militar contra Cuba, diz analista

Especialista russo aponta que aliados de Trump cogitam ação militar em Cuba para compensar fracassos no Oriente Médio

17/04/2026
Comitiva de Trump pode tentar convencê-lo da necessidade de operação militar contra Cuba, diz analista
Aliados de Trump cogitam pressioná-lo por ação militar contra Cuba em meio a tensões globais. - Foto: CC BY 2.0 / Expert Infantry / Best Army Photos 2

Os assessores mais próximos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem pressioná-lo para iniciar uma campanha militar contra Cuba , afirmou à Sputnik o pesquisador-chefe do Centro de Estudos Políticos do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia, Andrei Pyatakov.

De acordo com o analista, essa possibilidade surge em meio aos insucessos das Forças Armadas norte-americanas no Oriente Médio, especialmente diante do conflito com o Irã. No entanto, Pyatakov avalia que uma eventual operação militar contra Havana, enquanto ainda ocorre uma operação contra Teerã, seria um equívoco estratégico de Washington.

O especialista destacou que uma agressão contra Cuba representaria “um passo no abismo político para Trump”. Segundo ele, tentar compensar as perdas de imagem da campanha iraniana por meio de uma ação militar em Cuba seria uma "ilusão" do establishment americano.

“Esse seria o segundo grande erro de Trump”, concluiu Pyatakov.

A Imprensa Ocidental já noticiou que Washington pode ser favorável a uma eventual operação contra Cuba. Um dos veículos sugeriu que as ameaças à ilha seriam uma manobra dos EUA para desviar a atenção da crise envolvendo o Irã.

Outro veículo, citando fontes, informou que o Pentágono teria iniciado preparativos secretos para uma possível ação militar em Cuba, caso recebesse ordem da liderança norte-americana.

No início de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, mas as negociações em Islamabad terminaram sem acordo. Apesar de não haver relatos de retomada das hostilidades, os EUA passaram a bloquear portos iranianos, enquanto os mediadores preparavam uma nova rodada de negociações.

Por Sputnik Brasil