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Estudante da USP que foi lutar pela Ucrânia na guerra contra a Rússia está desaparecido
Igor de Aguiar Amazonas, aluno de Direito, é considerado desaparecido em combate pelas autoridades ucranianas. Grupo universitário lamenta o falecimento, mas USP aguarda confirmação oficial.
Um estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Igor de Aguiar Amazonas, está desaparecido após viajar para a Ucrânia com o objetivo de defender o país na guerra contra a Rússia. O brasileiro foi declarado "desaparecido em combate" pelas autoridades ucranianas, que notificaram a Embaixada do Brasil em Kiev sobre o caso.
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Itamaraty, informou que está em contato com a família do estudante e presta assistência consular.
O grupo de extensão Nexo Governamental XI de Agosto, vinculado à Faculdade do Largo São Francisco e do qual Igor fazia parte, publicou uma nota de pesar afirmando que o jovem faleceu.
"O Nexo Governamental XI de Agosto lamenta o falecimento do seu antigo membro Igor de Aguiar Amazonas, aluno de Direito da Universidade de São Paulo, e manifesta sua solidariedade irrestrita à família e aos amigos", diz o comunicado.
A USP informou que, até o momento, não irá se manifestar, pois ainda não recebeu uma confirmação oficial sobre o caso.
Em entrevista ao Estadão, Liliane Castro, fundadora e presidente do Nexo Governamental XI de Agosto e próxima de Igor, relatou que o estudante viajou à Ucrânia entre o final de março e o início de abril.
Segundo Liliane, a motivação de Igor para participar do conflito era o desejo de "mudar o mundo". "Ele era uma pessoa com um coração bom", afirmou.
Nos primeiros dias na Ucrânia, Igor mantinha contato frequente com os colegas do grupo, compartilhando relatos sobre a rotina em meio à guerra. "E do nada ele parou de responder", contou Liliane. "Um membro muito próximo dele, que conhecia a família, entrou em contato com a irmã de Igor para saber se estava tudo bem. Foi então que recebemos a notícia do falecimento. Ficamos muito abalados", relatou.
A interrupção repentina nas comunicações também preocupou os familiares do estudante. "Quando ele parou de responder e de receber mensagens, a família procurou brasileiros que estavam lá, e eles informaram que ele havia falecido", acrescentou Liliane.
O Itamaraty, em sua página com orientações sobre participação em conflitos armados no exterior, alerta para o aumento do número de brasileiros que perdem a vida nessas situações. O órgão ressalta ainda que a assistência consular pode ser limitada pelos contratos firmados entre os alistados e as forças armadas de outros países.
"Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas", orienta o Ministério das Relações Exteriores.
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