Geral
Acusado de matar enfermeira Anne Larissa em Maceió é condenado a 41 anos de prisão
Júri Popular rejeita tese de suicídio e reconhece que réu forjou cena do crime após estrangular Anne Larissa Nepomuceno
O Poder Judiciário de Alagoas encerrou, nesta quinta-feira (16), um dos capítulos mais dramáticos da crônica policial recente de Maceió. André Luiz Ramos Santa Cruz foi condenado a 41 anos e três meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da enfermeira Anne Larissa Nepomuceno. A sentença, proferida no Fórum do Barro Duro, ratificou a acusação de feminicídio e destacou a brutalidade e a dissimulação do réu.
O Conselho de Sentença acatou integralmente as provas apresentadas pelo Ministério Público, descartando a versão da defesa de que a vítima teria tirado a própria vida. Segundo a perícia técnica e o depoimento da médica-legista durante o julgamento, as marcas no corpo de Anne Larissa eram incompatíveis com suicídio, confirmando que a causa da morte foi estrangulamento.
O Crime e a Manipulação
O assassinato ocorreu em outubro de 2024, no bairro do Feitosa. De acordo com os autos, André Luiz não aceitava o fim do relacionamento com a enfermeira, que já havia tentado romper o ciclo de abusos e ameaças. Câmeras de segurança registraram o momento em que o réu invadiu a residência da ex-namorada pulando o muro.
"As investigações mostraram que, após matar a vítima, o acusado manipulou o local para simular um suicídio", afirmou a acusação durante o júri.
Mesmo diante das imagens e das evidências forenses, o réu negou o crime em seu interrogatório. Ele admitiu a invasão do imóvel, alegando uma suposta "preocupação" com a ex-companheira, mas manteve a versão de que a encontrou já sem vida.
Fuga e Captura
A conduta do réu após o crime também pesou na avaliação dos jurados. Após forjar a cena, André Luiz fugiu da capital alagoana, sendo localizado apenas semanas depois pela polícia em uma área de difícil acesso entre Maceió e Marechal Deodoro.
Anne Larissa, descrita por familiares como uma jovem independente e recém-formada, tornou-se símbolo da luta contra a violência doméstica no estado. Ao fixar a pena acima dos 40 anos, o magistrado considerou as qualificadoras do crime e o profundo sofrimento imposto à família da vítima, encerrando o julgamento sob forte comoção.
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