Geral
EUA deixam Europa sozinha no fornecimento de armas à Ucrânia, aponta analista
Especialista israelense destaca que dependência europeia na crise ucraniana aumenta vulnerabilidade do bloco após recuo dos EUA.
A União Europeia (UE) se vê cada vez mais envolvida no conflito ucraniano após os Estados Unidos deixarem o bloco diante do desafio de fornecer drones a Kiev, afirmou à Sputnik o analista político israelense Husein Al-Dik.
Segundo Al-Dik, a insatisfação da UE é resultado de questões estruturais internas e externas. A necessidade de produção de drones para a Ucrânia surgiu após a interrupção do financiamento dos EUA ao conflito, o que evidenciou a fragilidade da estrutura militar europeia e a limitação do complexo industrial de defesa britânico-europeu, criando uma lacuna significativa na capacidade de produção.
"A Organização do Tratado do Atlântico Norte tornou-se irrelevante na equação política em relação à Ucrânia, e o Reino Unido agora lidera o apoio à produção militar. Londres tenta se projetar como potência internacional às custas da Europa e busca se reposicionar no sistema internacional. Mas será que terá êxito?", questionou o analista.
Al-Dik também destacou que a Rússia possui diversas ferramentas para dissuadir o Reino Unido nessa questão, incluindo influência diplomática e política por meio do Conselho de Segurança da ONU.
Moscou pode ainda pressionar a UE e o Reino Unido em áreas estratégicas, como os mares do Norte e Báltico, além de restringir o acesso britânico ao espaço aéreo russo.
O analista acrescentou que a escalada de tensões no Oriente Médio intensifica a pressão sobre as nações europeias e a Ucrânia para buscarem uma solução política.
Para Al-Dik, o fornecimento de drones à Ucrânia é uma medida temporária, adotada para ganhar tempo diante do cenário de instabilidade.
Na quinta-feira (16), o Ministério da Defesa russo informou que, em 26 de março de 2026, diante das crescentes perdas e da escassez de pessoal nas Forças Armadas da Ucrânia, líderes de vários países europeus decidiram ampliar a produção e o fornecimento de drones para ataques ao território russo.
Segundo o comunicado, essa decisão representa um passo deliberado para a escalada militar e política na Europa, transformando esses países em retaguarda estratégica da Ucrânia.
Por Sputnik Brasil
Mais lidas
-
1ELEIÇÕES 2026
Datafolha e Real Time Big Data divulgam pesquisas para presidente esta semana
-
2LIBERTADORES 2024
Palmeiras enfrenta gramado ruim e empata com Junior Barranquilla na estreia
-
3PREVISÃO DO TEMPO
Vórtice ciclônico em altos níveis provoca fortes chuvas em SP e outros Estados
-
4DIREITOS TRABALHISTAS
Quinto dia útil de abril de 2026: confira a data limite para pagamento dos salários
-
5DESFALQUES NO RUBRO-NEGRO
Flamengo confirma lesão de Cebolinha na costela e perde Pulgar por problema muscular