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EUA deixam Europa sozinha no fornecimento de armas à Ucrânia, aponta analista

Especialista israelense destaca que dependência europeia na crise ucraniana aumenta vulnerabilidade do bloco após recuo dos EUA.

17/04/2026
EUA deixam Europa sozinha no fornecimento de armas à Ucrânia, aponta analista
Europa assume sozinha fornecimento de drones à Ucrânia após recuo dos EUA, diz analista. - Foto: © AP Photo / Gabinete de Imprensa da Presidência da Ucrânia

A União Europeia (UE) se vê cada vez mais envolvida no conflito ucraniano após os Estados Unidos deixarem o bloco diante do desafio de fornecer drones a Kiev, afirmou à Sputnik o analista político israelense Husein Al-Dik.

Segundo Al-Dik, a insatisfação da UE é resultado de questões estruturais internas e externas. A necessidade de produção de drones para a Ucrânia surgiu após a interrupção do financiamento dos EUA ao conflito, o que evidenciou a fragilidade da estrutura militar europeia e a limitação do complexo industrial de defesa britânico-europeu, criando uma lacuna significativa na capacidade de produção.

"A Organização do Tratado do Atlântico Norte tornou-se irrelevante na equação política em relação à Ucrânia, e o Reino Unido agora lidera o apoio à produção militar. Londres tenta se projetar como potência internacional às custas da Europa e busca se reposicionar no sistema internacional. Mas será que terá êxito?", questionou o analista.

Al-Dik também destacou que a Rússia possui diversas ferramentas para dissuadir o Reino Unido nessa questão, incluindo influência diplomática e política por meio do Conselho de Segurança da ONU.

Moscou pode ainda pressionar a UE e o Reino Unido em áreas estratégicas, como os mares do Norte e Báltico, além de restringir o acesso britânico ao espaço aéreo russo.

O analista acrescentou que a escalada de tensões no Oriente Médio intensifica a pressão sobre as nações europeias e a Ucrânia para buscarem uma solução política.

Para Al-Dik, o fornecimento de drones à Ucrânia é uma medida temporária, adotada para ganhar tempo diante do cenário de instabilidade.

Na quinta-feira (16), o Ministério da Defesa russo informou que, em 26 de março de 2026, diante das crescentes perdas e da escassez de pessoal nas Forças Armadas da Ucrânia, líderes de vários países europeus decidiram ampliar a produção e o fornecimento de drones para ataques ao território russo.

Segundo o comunicado, essa decisão representa um passo deliberado para a escalada militar e política na Europa, transformando esses países em retaguarda estratégica da Ucrânia.

Por Sputnik Brasil