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EUA não vencerão conflito com Irã, mas guerra não interessa a ninguém, diz presidente iraniano
Masoud Pezeshkian afirma que confronto traria perdas graves para toda a região e defende cooperação para estabilidade.
Os Estados Unidos não sairão vitoriosos de um eventual conflito com o Irã, mas a guerra traria prejuízos significativos para toda a região e para o mundo, afirmou nesta quinta-feira (16) o presidente iraniano Masoud Pezeshkian.
"Os Estados Unidos não vencerão esse conflito, mas serão justamente os países da região e do mundo que sofrerão perdas graves", declarou Pezeshkian. O presidente também ressaltou que a guerra não está no interesse de nenhuma das partes envolvidas.
Segundo comunicado da presidência iraniana, a declaração foi feita durante encontro com o chefe do Estado-Maior do Exército do Paquistão, o marechal de campo Asim Munir.
Pezeshkian afirmou ainda que, após o fim do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, os países da região devem ampliar a cooperação para garantir estabilidade no Oriente Médio.
"Assim como a Europa assegura sua segurança por meio de mecanismos como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os países islâmicos, com base em sua proximidade cultural e religiosa, podem resolver questões por meio da cooperação coletiva", acrescentou.
Por sua vez, o representante militar paquistanês apresentou um relatório sobre o andamento das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e manifestou expectativa de que um acordo seja alcançado em breve. Ele também afirmou que a região não voltará ao mesmo cenário após o fim do conflito.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que conversou com o presidente libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e que ambos concordaram com um cessar-fogo de dez dias entre os dois países.
O fim dos confrontos no Líbano foi um dos principais pedidos do Irã nas negociações com os Estados Unidos na semana passada, sendo concordado por todas as partes. A medida, no entanto, não foi respeitada por Israel, que realizou seu ataque mais violento contra o Líbano. Segundo o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelenses deixaram mais de 2,2 mil mortos e mais de 7 mil feridos no país entre 2 de março e 15 de abril.
Após pressão de Teerã, a liderança norte-americana convenceu o governo israelense a reduzir a escala das operações e as conversas prosseguiram, mas um cessar-fogo amplo na região se manteve como uma demanda fundamental iraniana.
Nos últimos dias, líderes iranianos como o chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Bagher Ghalibaf, reuniram-se com Muneer. O governo paquistanês foi o principal mediador da trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, anunciada em 7 de abril.
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