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Trump prorroga por mais um ano restrição a navios russos em portos dos EUA

Medida amplia sanções norte-americanas contra a Rússia e reforça controle sobre embarcações russas em território dos Estados Unidos.

Sputinik Brasil 16/04/2026
Trump prorroga por mais um ano restrição a navios russos em portos dos EUA
Trump estende por mais um ano proibição de navios russos em portos dos Estados Unidos. - Foto: © AP Photo / Damian Dovarganes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou nesta quinta-feira (16) por mais um ano a proibição de navios russos em portos norte-americanos, conforme notificação publicada no registro federal de documentos oficiais do país.

"Estou estendendo por mais um ano o estado de emergência [...] relacionado à regulamentação da ancoragem e movimentação de embarcações pertencentes à Rússia em portos dos Estados Unidos", afirma o decreto presidencial.

O estado de emergência foi declarado em abril de 2022, concedendo ao secretário de Segurança Interna autoridade para regular a permanência e o deslocamento de navios ligados à Rússia em território portuário norte-americano.

Em meio à continuidade das sanções e outras medidas contra a Rússia, Maksim Oreshkin, vice-chefe da administração e assessor econômico do presidente russo Vladimir Putin, declarou no início do mês que o Ocidente pretendia excluir a Rússia da economia global, mas não obteve êxito, pois Moscou desenvolve com confiança a cooperação com países do Sul Global.

"Todo mundo sabe perfeitamente que o objetivo dos países ocidentais em relação à Rússia no início de 2022 [...] era excluir a Rússia da economia global por meio da imposição de sanções, impedir pagamentos, restringir o comércio e, assim, prejudicar nosso país. Mas o resultado foi diferente", afirmou Oreshkin.

Ele também destacou que a participação dos países do BRICS no PIB global ultrapassou 40%, e que o fortalecimento do grupo na economia mundial deve continuar. Desde o início do século XXI, observa-se uma tendência de deslocamento do centro do poder econômico para novas economias, acrescentou.

Segundo Oreshkin, países do sul da Ásia e da África devem se unir às nações em rápido crescimento do Sudeste Asiático, que desempenharam papel fundamental no crescimento econômico do primeiro quarto do século XXI.