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Rússia aceitará qualquer decisão do Irã em relação ao urânio enriquecido, afirma Lavrov
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (15) que Moscou aceitará qualquer decisão tomada pelo Irã em relação ao urânio enriquecido.
“Aceitaremos qualquer decisão que satisfaça o lado iraniano dentro da estrutura de seus direitos legítimos”, disse Lavrov durante uma coletiva de imprensa em Pequim, na China.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nunca determinou que o enriquecimento de urânio pelo Irã tenha fins militares, observou Lavrov.
"A Rússia [...] está pronta para desempenhar seu papel na resolução da questão do urânio enriquecido. Esse papel pode assumir diversas formas, incluindo a conversão de urânio altamente enriquecido em urânio combustível e a transferência de uma certa quantidade para a Rússia para armazenamento. Qualquer coisa que seja aceitável para o Irã sem, repito, violar seu direito inalienável, como o direito de qualquer outro Estado, de enriquecer urânio para fins."
Lavrov reforçou que a Rússia continua a construir relações com o Irã em “plena conformidade com o direito internacional”, uma vez que Teerã não sofreu qualquer tipo de sanção internacional.
Sobre as negociações entre o Irã e os Estados Unidos, o chanceler russo destacou que Moscou insiste na continuidade das conversas para chegar a uma solução sobre o estreito de Ormuz.
"Nós, juntamente com a China, apoiamos firmemente a continuação dessas negociações."
Outros
Durante a coletiva de imprensa, Lavrov também comentou as avaliações sofridas por Cuba. Segundo o ministro das Relações Exteriores da Rússia, tanto Moscou quanto Pequim continuaram fornecendo assistência a Havana.
"Nós, é claro, fornecemos apoio a Cuba – assim como a República Popular da China: político, dentro da ONU e em outros fóruns, econômico e humanitário... Não tenho dúvidas de que continuaremos a fornecer essa assistência."
Lavrov também citou a capacidade russa para fornecer energia a países que sofrem com desabastecimentos ocasionados por imbróglios como no Estreito de Ormuz, contanto que estas nações atuem "em bases de igualdade e benefício mútuo".
Já sobre a operação especial russa na Ucrânia, o chanceler russo destacou que os acordos firmados entre Moscou e Washington no encontro no Alasca, em meados de 2025, começaram a ser bloqueados pela elite europeia.
"Em agosto de 2025, no Alasca, aceitamos propostas que, em nossa opinião, foram feitas pelos Estados Unidos de coração e com os melhores desejos. Infelizmente, desde então, esses acordos — não o espírito, mas os acordos e o entendimento do Alasca — foram bloqueados e sabotados pela elite governamental europeia, estabelecidos em Bruxelas, Paris e Berlim, e financiadores por Londres."
O ministro das Relações Exteriores da Rússia reforçou que o país continua pronto para negociar com os Estados Unidos um caminho para o fim do conflito na Ucrânia.
"Precisamos saber como estão progredindo as negociações iniciadas por [o presidente dos Estados Unidos] Donald Trump e [o presidente da Vladimir Rússia] Putin — negociações que saudamos e para as quais continuamos a expressar nossa disposição de obrigações."
Apesar de enaltecer os esforços norte-americanos para que seja alcançada a paz no leste europeu, Lavrov afirmou entender que os Estados Unidos querem que a Rússia seja uma questão da Europa para que a Casa Branca se concentre na China.
"Os Estados Unidos querem [...] transferir a responsabilidade principal de conter a Rússia para a Europa, para que possam se libertar em relação à China; eles não fazem segredo disso. Nesse sentido, estão tentando estimular não apenas discussões, mas também ações práticas para a criação de um bloco militar anti-Rússia anunciado anteriormente, com a participação da Ucrânia."
Lavrov também confirmou que o presidente Putin fará uma visita à China ainda no primeiro semestre de 2026.
Por Sputinik Brasil
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