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'Nem guerra, nem paz': analista prevê três cenários após fracasso das negociações entre Irã e EUA no Paquistão
Especialista aponta impasse e riscos de escalada regional após delegações saírem de Islamabad sem acordo
A saída das delegações do Irã e dos Estados Unidos de Islamabad, nesta quarta-feira (12), sem acordo após longas negociações, marca uma nova fase de tensão no Oriente Médio, segundo o especialista egípcio em combate ao terrorismo internacional e guerra de informação, Hatem Saber.
Segundo Saber, o fracasso das conversas se deve não só às divergências entre os países, mas ao confronto direto das "linhas vermelhas" de cada lado.
O analista explicou que os Estados Unidos tentaram impor condições rigorosas relacionadas à abertura do estreito de Ormuz e ao programa nuclear iraniano, com base em sua "mais recente e melhor proposta". Já a delegação iraniana manteve posição firme, defendendo a soberania sobre o estreito.
A falta de entendimento entre os negociadores coloca toda a região do Oriente Médio em uma "encruzilhada crucial", com três possíveis caminhos a seguir:
"A região caminha para um período de 'nem paz nem guerra', onde mísseis e drones falarão em vez dos diplomatas, aguardando 'quem piscará primeiro' diante das perdas econômicas ou militares", avaliou Saber.
O especialista também destacou que uma transformação imediata do confronto em uma guerra regional ampla é improvável, mas não descartou uma "expansão qualitativa" com a ativação de forças proxy regionais do Irã para aliviar a pressão interna, concentrando as hostilidades em corredores aquáticos do mar da Arábia e do golfo Pérsico.
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