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Cuba conclui descarregamento de 100 mil toneladas de petróleo russo e inicia etapa de refino

Ajuda humanitária da Rússia visa amenizar crise energética em Cuba, agravada por sanções dos EUA

Por Sputnik Brasil 04/04/2026
Cuba conclui descarregamento de 100 mil toneladas de petróleo russo e inicia etapa de refino
Navio russo descarrega 100 mil toneladas de petróleo em Cuba para amenizar crise energética. - Foto: © Sputnik / Maria Plotnikova

O governo de Cuba anunciou neste sábado (4) a conclusão "com sucesso" da descarga do navio russo Anatoly Kolodkin, que chegou à ilha no início da semana transportando 100 mil toneladas de petróleo bruto como parte de uma ajuda humanitária.

"Foi concluída satisfatoriamente e dentro do prazo a descarga do navio russo Anatoly Kolodkin. Nos próximos dias começará o processo de refino das 100 mil toneladas de petróleo recebidas, como parte da ajuda solidária proveniente da Rússia", informou o governo em publicação nas redes sociais.

O combustível, segundo as autoridades cubanas, permitirá a produção de derivados como gás liquefeito de petróleo, gasolina, diesel e fuel oil, essenciais para suprir necessidades críticas do país.

De acordo com Irenaldo Pérez Cardoso, vice-diretor da União Cuba-Petróleo (CUPET), o insumo será fundamental para reforçar o sistema elétrico, especialmente em usinas de geração distribuída em regiões como Moa, na província de Holguín, Mariel, em Artemisa, além de outras áreas da capital e do interior da ilha.

O gás liquefeito será destinado a serviços essenciais, como hospitais, enquanto a gasolina deve aliviar temporariamente a escassez enfrentada pelo país. O diesel, por sua vez, será utilizado principalmente na geração de energia elétrica.

Pérez Cardoso destacou ainda que o petróleo recebido é de boa qualidade e compatível com o sistema de refino cubano, que já possui experiência no processamento desse tipo de carga russa.

Segundo a CUPET, o carregamento permitirá o refino de aproximadamente 730 mil barris de petróleo. A previsão é que os primeiros produtos derivados comecem a ser distribuídos a partir da segunda quinzena de abril.

Em 29 de janeiro, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando a imposição de tarifas sobre importações de países que fornecem petróleo a Cuba.

As medidas de Washington agravaram a escassez de combustível na ilha, impactando a geração de energia elétrica e setores estratégicos como transporte, produção de alimentos, saúde e educação.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou o que classificou como "bloqueio energético" imposto pelos Estados Unidos, considerando condenável a política adotada por Washington contra Cuba.