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Ouro fecha em alta impulsionado por tensões no Oriente Médio

Metal avança 3,41% em Nova York diante de incertezas geopolíticas e expectativas de negociações entre EUA e Irã

25/03/2026
Ouro fecha em alta impulsionado por tensões no Oriente Médio
Foto: © Sputnik / Ilya Naymushin / Acessar o banco de imagens

O contrato mais negociado do ouro fechou esta quarta-feira, 25, em alta significativa, refletindo o aumento do apetite por ativos considerados seguros diante dos desdobramentos no Oriente Médio. Especulações sobre possíveis negociações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã foram desenvolvidas para o movimento, embora os analistas ressaltem que o cenário permanece restrito e sem perspectivas de mudança no curto prazo.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril registrou valorização de 3,41%, fechando a US$ 4.552,3 por onça-troy. A prata para maio também apresentou alta, de 4,43%, atingindo US$ 72,64 por onça-troy.

"O ouro é o porto seguro por excelência, mas vem se comportando em sincronia com o risco diante de estagflação e choques geopolíticos. Os fluxos do setor oficial estão ligados às balanças comerciais, pois as nações diversificam reservas e controlam a dependência do dólar, criando uma transparência positiva entre ouro e crescimento global", avalia o TD Securities.

Segundo o banco, "desde a guerra no Irã, os mercados de juros se reajustaram, mas a intensidade das liquidações em ouro não correspondeu apenas à retirada de cortes do Federal Reserve (Fed). O conflito provocou uma ruptura nos fluxos oficiais devido ao impacto dos preços elevados de energia sobre superávits e à economia dos produtores do Oriente Médio".

A TD Securities destaca ainda que a ausência de oferta estrutural do setor oficial tornou a participação de investidores institucionais mais vulneráveis. "A escalada das liquidações foi significativa e ainda estamos longe de uma capitulação. Nossas simulações indicam continuidade da atividade vendedora por parte dos CTAs (Consultores de Negociação de Commodities) na próxima semana, com pouca margem para compras em qualquer cenário de preços", antecipa.

Em outro destaque do dia, o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, informou ter trazido recentemente US$ 100 milhões em ouro da Venezuela para refinarias americanas. Burgum esteve no país sul-americano com executivos do setor de mineração no início deste mês, onde se reuniu com a presidente interna Delcy Rodríguez.