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Tenda registra lucro líquido de R$ 104,6 milhões no 4º trimestre de 2025, cinco vezes maior que em 2024

Construtora impulsiona resultados com aumento de lançamentos e vendas, apesar de desafios em divisão de madeira

05/03/2026
Tenda registra lucro líquido de R$ 104,6 milhões no 4º trimestre de 2025, cinco vezes maior que em 2024
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Tenda, uma das maiores construtoras do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), registrou lucro líquido consolidado de R$ 104,6 milhões no quarto trimestre de 2025. O valor representa um crescimento expressivo, sendo cinco vezes superior ao lucro de R$ 21,3 milhões apurado no mesmo período de 2024.

O desempenho positivo decorre da ampliação dos lançamentos e das vendas ao longo dos últimos trimestres, o que elevou a receita e permitiu a diluição de custos, resultando em melhoras nas margens operacionais.

Esses ganhos foram impulsionados principalmente pela Divisão Tenda, focada em empreendimentos de concreto, que obteve lucro de R$ 154,9 milhões. A margem bruta ajustada da Tenda alcançou 36,2% no trimestre, avanço de 4 pontos percentuais na comparação anual.

Já a divisão Alea, que atua com estruturas pré-moldadas de madeira, apresentou prejuízo de R$ 50,2 milhões, com margem bruta negativa de 29,4%. O rápido crescimento da Alea gerou estouros de orçamento, levando à reorganização do negócio e à suspensão temporária de novos projetos.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado e ajustado somou R$ 179,3 milhões no trimestre, alta de 37,2% em relação ao ano anterior. A margem Ebitda ajustada ficou em 15,2%, leve recuo de 0,2 ponto percentual. O critério ajustado exclui juros capitalizados, despesas com planos de ações e minoritários.

A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,181 bilhão, novo recorde para a companhia, com expansão de 38,9% impulsionada pelo aumento do número de apartamentos vendidos e do preço médio por unidade.

Em 2025, o grupo lançou 52 empreendimentos avaliados em R$ 5,3 bilhões. O preço médio por unidade foi de R$ 229,2 mil, alta de 6% na comparação anual. As vendas líquidas somaram R$ 4,7 bilhões, crescimento de 4,8%.

O estoque de imóveis da companhia ao final de 2025 era de R$ 3,97 bilhões, 21,1% acima do registrado um ano antes. A maior parte dos apartamentos está na planta ou em fase de construção.

As despesas operacionais consolidadas (vendas, gerais e administrativas) aumentaram 31,3%, totalizando R$ 167 milhões.

A provisão para devedores duvidosos somou R$ 32,1 milhões, o dobro do ano anterior, reflexo do crescimento dos negócios e do aumento das entregas de unidades, que ampliaram o volume de financiamentos pós-chaves.

A geração de caixa operacional do grupo foi de R$ 25,6 milhões no trimestre. A Divisão Tenda contribuiu com R$ 76,2 milhões, enquanto a Alea apresentou queima de R$ 19,6 milhões, valor inferior ao registrado em trimestres anteriores.

A dívida líquida chegou a R$ 266 milhões no quarto trimestre, aumento de 32,3% em relação ao terceiro trimestre.

Resultado anual

No acumulado de 2025, o lucro líquido consolidado da Tenda alcançou R$ 505,7 milhões, quase cinco vezes mais que em 2024, estabelecendo novo recorde para o grupo.

O Ebitda ajustado consolidado em 2025 totalizou R$ 686,1 milhões, enquanto a receita líquida do ano somou R$ 3,284 bilhões.