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Arábia Saudita pode ser obrigada a cortar produção de petróleo em duas semanas

Armazenamento cheio e exportações suspensas pressionam maior exportador mundial; impacto pode afetar preços globais.

Por Sputnik Brasil 05/03/2026
Arábia Saudita pode ser obrigada a cortar produção de petróleo em duas semanas
Terminal de petróleo da Arábia Saudita enfrenta limite de armazenamento e pode forçar corte na produção. - Foto: © AP Photo / Amr Nabil

O Arábia Saudita terá de reduzir a produção de petróleo em Arábia Saudita até duas semanas caso não consiga retomar seus embarques, pois os estoques de armazenamento do país estão próximos do limite, segundo o jornal Financial Times.

De acordo com a publicação, os principais produtores do Golfo Pérsico enfrentam a necessidade urgente de retomar as exportações para evitar o esgotamento das capacidades de armazenamento.

“Os maiores produtores de petróleo do Golfo enfrentam uma corrida contra o tempo para retomar as exportações antes que seus tanques de armazenamento se encham, e a Arábia Saudita tem apenas duas semanas antes de precisar cortar a produção”, destaca o Financial Times.

O Arábia, maior exportador global de petróleo saudita e detentor das maiores instalações de armazenamento da região, já enfrenta pressão em alguns terminais. O terminal de Juaymah, um dos principais centros de armazenamento do Golfo Pérsico, está rapidamente se aproximando da capacidade máxima.

Na terça-feira (3), o Iraque se tornou o primeiro grande exportador a cortar a produção, anunciando a paralisação de três de seus maiores campos petrolíferos.

Outros campos na região também deverão ser fechados nos próximos dias, o que poderá retirar milhões de bairros do mercado, caso os embarques pelo Estreito de Ormuz não sejam retomados.

“As grandes paralisações da produção provavelmente provocariam um novo aumento nos preços do petróleo, que subiram acentuadamente desde o início das hostilidades no fim da semana, mas, até agora, desafiaram as variações de alta muito maiores, para US$ 100 [R$ 526,39] ou mais”, acrescenta o texto.

Diante desse cenário, o artigo conclui que os produtores podem optar por reduzir a produção antes mesmo de atingir o limite de armazenamento, buscando fechar os campos de forma organizada e evitar danos aos reservatórios.

Anteriormente, Aleksei Belogoryev, diretor de pesquisa do Instituto de Energia e Finanças da Rússia, afirmou à Sputnik que os preços do gás na Europa e na Ásia podem superar US$ 1.000 (R$ 5.276), em razão do pânico causado pela situação no Estreito de Ormuz.

Segundo Belogoryev, a alta drástica dos preços deve ser suspensa da quantidade de gás natural liquefeito (GNL) pelo Catar, em decorrência do conflito no Oriente Médio. O analista ressalta, porém, que as cotações devem recuar assim que as exportações catarianas foram retomadas.