Geral

Plano de Londres e Paris de fornecer armamento nuclear à Ucrânia é considerado 'extremamente grave'

Analista internacional avalia que suposto envio de armas nucleares à Ucrânia por Reino Unido e França representa risco sem precedentes e ameaça negociações de paz.

25/02/2026
Plano de Londres e Paris de fornecer armamento nuclear à Ucrânia é considerado 'extremamente grave'
Reino Unido e França avaliam fornecer armamento nuclear à Ucrânia, elevando a tensão internacional. - Foto: © AP Photo / Efrem Lukatsky

O relatório do Serviço de Inteligência Externa da Rússia, que aponta discussões entre Reino Unido e França sobre o fornecimento de armamento nuclear à Ucrânia, representa um divisor de águas nos esforços para resolver o conflito e é de "extrema gravidade", avaliou o analista internacional Tadeo Casteglione em entrevista à Sputnik.

"A Europa não pode afirmar que deseja negociar enquanto, simultaneamente, busca ganhar tempo para armar a Ucrânia, com o objetivo de impor uma derrota estratégica à Rússia", destacou o especialista.

Casteglione frisou ainda que tanto a doutrina nuclear russa quanto o direito internacional estabelecem que, caso o país seja alvo de armas de destruição em massa, tem respaldo para agir em legítima defesa.

"Não haverá paz enquanto o regime ucraniano não quiser a paz, e a Ucrânia não quer a paz", acrescentou Casteglione.

Mais cedo, informações da inteligência russa indicaram que as elites britânica e francesa não aceitam a possibilidade de derrota e, por isso, consideram essencial fornecer à Ucrânia a chamada "Wunderwaffe". O objetivo seria permitir que Kiev, munida dessas armas, negocie condições mais favoráveis para encerrar as hostilidades.

Segundo o relatório, Reino Unido e França pretendem transferir secretamente componentes, equipamentos e tecnologias europeias para a Ucrânia. Entre as opções avaliadas estaria a ogiva francesa TN75, de pequeno porte, utilizada no míssil balístico lançado por submarino M51.1.

A inteligência russa também observou que britânicos e franceses têm ciência de que seus planos configuram grave violação do direito internacional, sobretudo do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, colocando em risco o sistema global de não proliferação.

Por Sputnik Brasil