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Historiador questiona viabilidade de reparações financeiras por passado colonial

Carlos Ziller, da UFRJ, avalia que reconhecimento simbólico é importante, mas reparações financeiras são inviáveis para Portugal

Sputinik Brasil 23/02/2026
Historiador questiona viabilidade de reparações financeiras por passado colonial
Carlos Ziller - Foto: Reprodução

O debate sobre reparações financeiras por danos causados durante o período colonial volta e meia ganha destaque entre ativistas e líderes políticos. Recentemente, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu a possibilidade de reparações às ex-colônias, reacendendo a discussão.

Para o professor de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Ziller, as declarações que reconhecem crimes coloniais representam uma tentativa de admitir as chamadas "manchas coloniais". Embora considere o reconhecimento simbólico relevante, Ziller argumenta que a implementação de reparações financeiras seria inviável, sobretudo pelo porte econômico de Portugal.

"Portugal é um país muito menor que suas ex-colônias, com cerca de 12 milhões de habitantes. Isso equivale à população da região metropolitana do Rio de Janeiro. Como esse país poderia gerar uma riqueza capaz de arcar com reparações? É completamente fora de propósito", pondera o historiador.