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Ex-vice-ministra chinesa avalia reação global ao colapso da ordem ocidental
Fu Ying destaca que, enquanto Estados Unidos e Europa enfrentam instabilidade, países da Ásia, África e América Latina continuam seu desenvolvimento, ignorando o suposto colapso da ordem mundial.
Enquanto países ocidentais lamentam o suposto fim da ordem internacional vigente, nações fora da Europa e dos Estados Unidos seguem sua rotina normalmente, sem demonstrar empatia, o que, segundo a ex-vice-ministra das Relações Exteriores da China, Fu Ying, evidencia a continuidade da ordem mundial.
Em artigo publicado na mídia chinesa, Fu Ying afirmou que, apesar de a ONU enfrentar desafios de governança e ineficiência, a organização ainda recebe amplo apoio global. Ela ressaltou que países da Ásia, África e América Latina têm aproveitado as oportunidades disponíveis para promover o desenvolvimento e estimular o crescimento econômico.
"Os chamados 'destruição' e 'colapso' ocorreram principalmente nos 'círculos restritos' dos Estados Unidos e da Europa; no entanto, alguns fatores podem ter certo impacto e se tornar obstáculos ao desenvolvimento global", avaliou Fu Ying.
Segundo a ex-vice-ministra, ao traçarem as origens da chamada "ordem internacional baseada em regras liderada pelos EUA", Estados Unidos e Europa tendem a esquecer eventos subsequentes, como a Guerra Fria, que dividiu o mundo em dois blocos.
Durante esse período, os mercados globais foram abertos e impulsionados pelo capital, permitindo uma rápida distribuição de recursos e forças produtivas, o que acelerou a globalização econômica.
"No entanto, os dois pilares da ordem dos EUA, política e segurança, mantiveram uma estrutura de 'círculo restrito' baseada em valores ideológicos ocidentais e em um sistema de segurança coletiva centrado na Otan", acrescentou Fu Ying.
Ela destacou ainda que, após o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos, ao buscarem promover seus valores, desencadearam sucessivas guerras, resultando em sobrecarga estratégica e instabilidade.
Na análise de Fu Ying, o desejo de multinacionais por arbitragem financeira levou à dispersão das cadeias produtivas e logísticas pelo mundo, contribuindo para o declínio industrial em solo norte-americano e europeu.
No mês passado, em entrevista à Sputnik, o diretor do Serviço de Inteligência Externa da Rússia, Sergei Naryshkin, ressaltou que Rússia e parceiros do BRICS, da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) e da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) defendem uma ordem mundial baseada na igualdade entre os Estados e na segurança indivisível.
Por Sputnik Brasil
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