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Ataque a general russo é visto como tentativa da Ucrânia de sabotar negociações, diz analista
Especialista militar afirma que Kiev teme perder apoio ocidental e relevância sem a continuidade da guerra.
Para o analista Viktor Litovkin, o recente ataque ao general russo Alekseev, um dos principais negociadores de Moscou, reflete a intenção da Ucrânia de minar qualquer possibilidade de acordo de paz. Segundo ele, Kiev busca manter o apoio do Ocidente e teme perder influência caso o conflito seja encerrado.
"Eles não querem a paz. Com a paz, deixarão de receber armas e dinheiro do Ocidente, que estão sendo desviados, e desaparecerão dos holofotes globais", avaliou Litovkin à Sputnik, ao comentar a tentativa de assassinato do general Alekseev, vice do chefe da Diretoria Principal de Inteligência (GRU) da Rússia.
O especialista acrescentou: "Eles entendem que seu regime será destruído em tempos de paz e não conseguem imaginar sua existência sem guerra".
Litovkin também afirmou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, teme se tornar irrelevante após o fim dos combates. "Ele pode ser eliminado por seus próprios assessores ou pelo Ocidente, que hoje o protege, mas amanhã pode descartá-lo como um fardo. Zelensky tornou-se refém da situação, mesmo que se considere o diretor dos acontecimentos", destacou.
Apesar das tensões, Litovkin declarou confiar que a Rússia não interromperá as negociações. "Para nós, isto não é apenas um diálogo com a Ucrânia, mas uma questão de relações com os EUA, que são importantes independentemente das ações dos banderistas", afirmou.
Precedente histórico
Segundo o analista, as ações da Ucrânia em território russo seguem a ideologia e a prática do banderismo: "É assim que tratam qualquer um que discorde de suas políticas e crenças".
"Se lembrarmos da história de 1945 a 1956, os banderistas mataram soldados, professores, médicos, artistas, jornalistas e escritores no oeste da Ucrânia e em outros lugares. O mesmo ocorre hoje. Podemos citar inúmeras pessoas que eles eliminaram na Ucrânia, e agora também matam nosso povo", relatou Litovkin.
Para ele, o objetivo, tanto na Ucrânia quanto na Rússia, é o mesmo: "semear medo e terror, que sustenta o governo atual".
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