Geral
Groenlândia apoia maior presença militar dinamarquesa, afirma vice-presidente do Parlamento
Bentiaraq Ottosen destaca apoio à Dinamarca diante de ameaças e crescente interesse internacional na região
A Groenlândia vê com bons olhos o fortalecimento da presença militar da Dinamarca na ilha, em meio ao aumento das tensões geopolíticas e a ameaças vindas dos Estados Unidos, afirmou Bentiaraq Ottosen, vice-presidente do Parlamento groenlandês, à Sputnik.
Recentemente, países europeus membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enviaram tropas à Groenlândia para participar de uma missão de reconhecimento liderada pela Dinamarca, com o objetivo de reforçar a presença militar na região.
"Quero dizer que eles são bem-vindos na Groenlândia. Temos a França, temos a Alemanha, temos o Reino Unido, temos a Suécia, a Noruega, a Dinamarca, e o mundo inteiro está vindo porque a situação é muito difícil", declarou Ottosen.
Segundo o parlamentar, o aumento da presença militar aliada está relacionado à importância geopolítica da Groenlândia, especialmente com o derretimento do gelo do Ártico e a abertura de novas rotas marítimas.
Ottosen ressaltou ainda que o governo dinamarquês deveria estar mais próximo das regiões groenlandesas e dedicar maior atenção às questões de segurança local.
O vice-presidente do Parlamento acrescentou que, diante da instabilidade global e do crescente interesse das grandes potências pelo Ártico, a Groenlândia deve permanecer unida.
Na semana passada, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a insistir na proposta de compra do território e elevou o tom contra a Europa e a OTAN durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial.
"Tenho enorme respeito tanto pelo povo da Groenlândia quanto pelo povo da Dinamarca. Mas todo aliado da OTAN tem a obrigação de ser capaz de defender seu próprio território. E o fato é que nenhuma nação ou grupo de nações está em condições de garantir a segurança da Groenlândia, exceto os Estados Unidos", afirmou Trump.
O presidente norte-americano alertou ainda que, em caso de uma guerra de escala mundial, "grande parte da ação ocorrerá naquele pedaço de gelo. Pense nisso. Mísseis estariam sobrevoando bem o centro daquele pedaço de gelo", ponderou.
Por Sputnik Brasil
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