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Tesouro Direto encerra 2025 com estoque de R$ 213,2 bilhões, alta de 35,9% em um ano

Programa registra crescimento expressivo no número de investidores e bate recordes em operações e emissão líquida

27/01/2026
Tesouro Direto encerra 2025 com estoque de R$ 213,2 bilhões, alta de 35,9% em um ano
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Tesouro Direto fechou o ano de 2025 com um estoque de R$ 213,2 bilhões, representando um crescimento de 3,8% em relação a novembro e de 35,9% na comparação com dezembro de 2024. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pela Secretaria do Tesouro Nacional, que apresentou o balanço de dezembro do programa.

Os títulos atrelados a índices de preços seguem predominando no estoque, somando R$ 107 bilhões, o equivalente a 50,2% do total. Em seguida, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com R$ 79,3 bilhões (37,2%), e os títulos prefixados, que totalizaram R$ 26,9 bilhões, correspondendo a 12,6% do estoque.

Quanto ao prazo dos títulos em circulação, a fatia com vencimento em até um ano era de R$ 23,8 bilhões (11,2%) ao fim de dezembro. Os títulos com vencimento entre um e cinco anos somaram R$ 91,9 bilhões (43,1%), enquanto aqueles com prazo superior a cinco anos atingiram R$ 97,5 bilhões (45,7%).

No mesmo mês, o número de investidores com saldo no Tesouro Direto chegou a 3,4 milhões, um avanço de 127.019 pessoas em relação a novembro e de 14% em comparação ao ano anterior. Já o total de investidores cadastrados alcançou 34.256.941, após um incremento de 286.030 no mês e crescimento de 10,35% frente a dezembro de 2024. Ao longo de 2025, foram registrados 3.213.100 novos cadastros no programa.

No recorte mensal, foram realizadas 1.196.655 operações de investimento, o segundo maior volume da série histórica, movimentando R$ 9,48 bilhões — também o segundo maior valor já registrado, segundo o Ministério da Fazenda.

Os resgates em dezembro somaram R$ 3,53 bilhões, resultando em uma emissão líquida recorde de R$ 5,95 bilhões no mês. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 56,6% das operações, com valor médio por operação de R$ 7.918,47.