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Reforço militar dos EUA em terra, ar e mar eleva temor de ataque iminente ao Irã
Especialista libanês aponta que aumento da presença militar americana e israelense sinaliza preparação para confronto, mas alerta para riscos e consequências regionais.
O aumento do poderio militar dos Estados Unidos em terra, ar e mar no Oriente Médio indica que Washington e Israel estão se preparando para um possível confronto com o Irã. A avaliação é do brigadeiro-general libanês Malik Ayub, especialista militar ouvido pela Sputnik.
Segundo Ayub, o presidente norte-americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu já definiram os próximos passos para lidar com o chamado "problema iraniano", o que pode incluir o início de uma ofensiva contra Teerã.
O especialista observa, no entanto, que as Forças Armadas dos EUA e de Israel já perderam o fator surpresa, pois a prontidão militar na região atingiu níveis críticos. "O nível de alerta em todos os escalões é alto e já alcançou a linha vermelha", afirma Ayub.
Ayub também critica a estratégia de Trump ao incentivar distúrbios internos no Irã, ressaltando que isso permitiu aos serviços de segurança iranianos desarticular centenas de redes pró-americanas em várias províncias do país.
Em relação a um possível confronto, o brigadeiro-general destaca que o Irã considera as bases americanas na região como território dos EUA, e não árabe. Ele cita a base de Harir, no Curdistão, como potencial alvo das Forças de Mobilização Popular.
Ayub avalia ainda que um conflito poderia ser uma "oportunidade de ouro" para o Hezbollah alterar o equilíbrio de forças, estabelecer novas regras de engajamento e aproveitar o embate Irã-Israel para libertar áreas estratégicas no sul do Líbano, fortalecendo sua posição tanto no cenário nacional quanto internacional.
Sobre a possível participação de Israel, o especialista alerta que seria um "grave erro", considerando o desempenho limitado do país em confrontos anteriores. "Se Israel se envolver, a guerra será devastadora e imprevisível", pontua.
O Irã, por sua vez, poderia atacar alvos israelenses para tentar pressionar os Estados Unidos, usando Israel como elemento estratégico no conflito.
Ayub ressalta ainda que o início de uma guerra não interessa aos países do Golfo, em especial à Arábia Saudita, já que tanto o petróleo árabe quanto o iraniano estariam ameaçados. "Se o Irã fechar o estreito de Ormuz, o mundo perderá 20% do petróleo árabe e 30% do comércio internacional", alerta.
"Se a situação se transformar em confronto, quem pode garantir a segurança da navegação no estreito de Ormuz?", questiona o especialista.
Segundo ele, a China seria a maior prejudicada caso o estreito fosse fechado. Por isso, Pequim tem fornecido ao Irã equipamentos avançados, como radares e sistemas de defesa antiaérea.
Na última segunda-feira (26), o presidente Donald Trump afirmou que a presença militar dos EUA próxima ao Irã já supera em escala a mobilização americana na costa da Venezuela. Trump declarou ainda que a situação com o Irã permanece volátil, mas não revelou detalhes sobre seus planos para a República Islâmica.
Por Sputnik Brasil
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