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Lula busca ampliar comércio e firmar acordo de investimentos em visita ao Panamá
Presidente participa de fórum econômico, assina acordo de proteção a investimentos e reforça integração com o Panamá após tensões comerciais com os EUA.
Lula viaja ao Panamá para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, assinar acordo de investimentos e fortalecer a estratégia de ampliação de mercados após tensões comerciais com os Estados Unidos. O presidente também discutirá logística, Mercosul e o avanço do comércio bilateral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca no Panamá para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, em uma ação alinhada à estratégia brasileira de diversificação de parceiros comerciais, intensificada após o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump. Durante a visita, Lula terá encontro com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, e visitará o Canal do Panamá.
Esta é a primeira viagem de Lula ao país neste mandato e inclui a assinatura de um acordo de cooperação e facilitação de investimentos. O documento estabelece normas de proteção para investimentos brasileiros no Panamá e panamenhos no Brasil, buscando ampliar a segurança jurídica e estimular o fluxo de capital produtivo entre as nações.
O fórum, realizado na quarta-feira (28), terá o Brasil como convidado de honra. Lula será o segundo orador do evento, logo após o presidente panamenho. O encontro contará ainda com a presença de líderes da Bolívia, Equador, Chile, Barbados e Jamaica, reforçando o caráter regional e o objetivo de maior integração econômica.
Segundo apuração do G1, a diplomacia brasileira enxerga a aproximação com o Panamá como parte de um esforço mais amplo para abrir mercados e fortalecer laços internacionais. O governo destaca que a relação econômica entre os dois países está em expansão, com o comércio bilateral crescendo 78% no último ano e atingindo US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 8,46 bilhões), impulsionado principalmente pelas exportações brasileiras de petróleo e derivados.
Apesar do crescimento expressivo, o superávit brasileiro resultante do aumento das exportações levou o Itamaraty a defender maior equilíbrio na balança comercial. A embaixadora Gisela Padovan afirmou que o Brasil pretende incentivar as importações de produtos panamenhos, ao mesmo tempo em que aprofunda a cooperação em investimentos — atualmente, o Panamá abriga US$ 9,5 bilhões (aproximadamente R$ 50,22 bilhões) em capital brasileiro.
No campo logístico, o Panamá é considerado estratégico devido à sua localização geográfica. O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá, por onde transitam quase sete milhões de toneladas de exportações brasileiras anualmente. Além disso, o Aeroporto de Tocumen, com 20 milhões de passageiros por ano, funciona como importante centro de conexões para a América Central, Caribe e parte da América do Sul.
Outro aspecto relevante da relação bilateral é a associação do Panamá ao Mercosul, tornando-se o primeiro país da América Central a aderir ao bloco. Segundo o Itamaraty, o interesse do presidente Mulino fortalece o processo de integração regional e abre espaço para futuras negociações comerciais entre o Panamá, o Brasil e os demais países do Mercosul.
Por Sputinik Brasil
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