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Fraude no Banco Master: partidos pedem investigação e afastamento de Ibaneis Rocha
Siglas acionam STJ para apurar supostos crimes e improbidade em negociações entre BRB e Banco Master, envolvendo o governador do DF.
Os partidos PT, PCdoB, PV, PDT e Rede acionaram o Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta segunda-feira (26) para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue supostos crimes e atos de improbidade administrativa atribuídos ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), relacionados às negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.
A ação também solicita o afastamento cautelar do governador durante as investigações, com o objetivo de evitar possíveis tentativas de obstrução ou constrangimento hierárquico.
Segundo as legendas, as tratativas entre o Banco Master, acusado de fraude, e o BRB, instituição pública, teriam contado com forte influência política de Ibaneis Rocha.
De acordo com a ação, o suposto aparelhamento do banco estatal envolveu patrocínios esportivos e a aquisição de uma suíte milionária em um hotel de luxo em São Paulo para "satisfazer interesses privados e caprichos" do governador.
"Não há margem para dúvidas que o conjunto de negociações envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master contou com a articulação e aprovação entusiasmada do Governador", destaca um trecho do documento.
Na última sexta-feira, os partidos PSB, Cidadania e PSOL também protocolaram pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha, alegando crime de responsabilidade.
Em novembro do ano passado, a 10ª Vara Federal de Brasília determinou o bloqueio e a arrecadação de bens do BRB, do Banco Master e de executivos investigados, totalizando R$ 12,2 bilhões, no âmbito da Operação Compliance Zero.
A operação resultou na prisão do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, acusado de emitir títulos de crédito falsos.
As investigações da Polícia Federal começaram em 2024, após solicitação do Ministério Público Federal para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito inexistentes por uma instituição financeira. Esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e, "após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada", informou a PF.
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