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Clinton critica ICE e alerta para ameaça às liberdades após mortes em Minneapolis

Ex-presidente dos EUA denuncia ações do ICE e repressão a protestos, e diz que momento é decisivo para democracia americana.

26/01/2026
Clinton critica ICE e alerta para ameaça às liberdades após mortes em Minneapolis
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, classificou como "inaceitáveis" as recentes ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis e em outras cidades americanas, alertando que tais episódios ameaçam as liberdades civis no país.

Em comunicado publicado no X, Clinton criticou a atuação dos agentes federais de imigração, destacando que cidadãos, inclusive crianças, têm sido detidos em suas casas, locais de trabalho e nas ruas. O ex-presidente também denunciou a repressão a protestos pacíficos.

Segundo Clinton, pessoas que exerciam o direito constitucional de observar e documentar ações policiais foram "presas, espancadas e atingidas por gás lacrimogêneo". Ele lamentou as mortes de Renee Good e Alex Pretti, baleados por agentes federais em Minneapolis, afirmando que tais episódios "deveriam ter sido evitados". Clinton ainda acusou autoridades de mentirem repetidamente sobre o ocorrido e de adotarem táticas cada vez mais agressivas, dificultando investigações locais.

O democrata afirmou que o país atravessa um momento decisivo e alertou que a perda de liberdades após 250 anos pode ser irreversível. "Cabe a todos que acreditam na promessa da democracia americana se levantar, falar e mostrar que a nação ainda pertence ao 'Nós, o Povo'", declarou.

As críticas de Clinton se somam às manifestações de outros líderes democratas. Anteriormente, Barack e Michelle Obama condenaram as mortes em Minneapolis e afirmaram que o governo Donald Trump parece "ansioso para escalar a situação", ressaltando que versões oficiais sobre os casos contradizem evidências em vídeo. No Congresso, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que os democratas podem bloquear o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), elevando o risco de um novo shutdown a partir de 31 de janeiro.

Por outro lado, Trump responsabilizou governos estaduais e municipais democratas pelo "caos", acusando-os de não colaborarem com o ICE e defendendo a atuação dos agentes federais.