Geral
Deputados iranianos reagem com indignação à resolução do Parlamento Europeu
Parlamento Europeu acusa o Irã de violações de direitos humanos e propõe classificar Guarda Revolucionária como terrorista
Parlamentares iranianos condenaram com veemência, neste domingo (25), a recente resolução "intervencionista" aprovada pelo Parlamento Europeu contra o Irã.
Na última quinta-feira (22), o Parlamento Europeu aprovou uma resolução acusando o governo iraniano de violar direitos humanos durante os recentes protestos no país e sugeriu a inclusão da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em sua lista de organizações terroristas.
De acordo com informações da agência chinesa Xinhua, os deputados iranianos classificaram a resolução como um "claro exemplo de intervenção" nos assuntos internos do Irã, alegando que a medida buscava desviar a atenção das dificuldades internas enfrentadas pela União Europeia.
O comunicado dos parlamentares iranianos destacou ainda que existem provas confiáveis de que grupos "terroristas" envolvidos nos distúrbios no Irã mantinham contato "direto e organizado" com serviços de inteligência de determinados países, que teriam liderado e apoiado ações violentas resultando em mortes de iranianos durante os protestos.
Os deputados enfatizaram que tanto o Parlamento Europeu quanto governos europeus "intrometidos" possuem responsabilidade legal e política direta por apoiar e facilitar ações "terroristas" contra o Irã, devendo ser responsabilizados por tais atos.
A declaração também repudiou a possível designação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como organização terrorista, argumentando que a entidade teve papel crucial no combate ao terrorismo na Ásia Ocidental, e classificou a acusação europeia como "injusta".
Os protestos no Irã começaram no final de dezembro de 2025, motivados principalmente pela inflação crescente e pela desvalorização do rial, a moeda local. Desde 8 de janeiro, após apelos do opositor Reza Pahlavi, as manifestações se intensificaram.
Em várias cidades iranianas, os protestos evoluíram para confrontos com a polícia. As autoridades declararam, em 12 de janeiro, que a situação estava sob controle. Segundo fonte de segurança iraniana ouvida pela Sputnik, mais de 500 pessoas, incluindo policiais e membros do IRGC, morreram durante os distúrbios.
Por Sputnik Brasil
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