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Moscou mantém posição sobre natureza arbitrária do sequestro de Maduro, diz vice-ministro russo
Rússia reforça críticas à ação dos EUA e defende imunidade de chefes de Estado após sequestro de Maduro em Caracas.
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Riabkov, reiterou neste domingo (25) a posição de Moscou sobre o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, classificando a ação como "grave violação de diversas disposições do direito internacional".
Riabkov destacou que, conforme o direito internacional, chefes de Estado soberanos possuem imunidade jurídica absoluta, o que torna inaceitável qualquer medida arbitrária contra eles.
"O simples fato de um presidente de um Estado poder ser submetido a ações tão arbitrárias e ilegais por outro país é completamente inaceitável", afirmou o vice-ministro.
"Entendo que o governo dos EUA tenha uma abordagem diferente sobre isso. Mas nossa posição permanece inalterada. Desde o momento em que soubemos do sequestro do presidente venezuelano, levantamos a questão de sua libertação em sua totalidade."
Na madrugada de 3 de janeiro, tropas norte-americanas invadiram Caracas e capturaram Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, levando-os aos Estados Unidos, onde permanecem detidos. Segundo autoridades de Washington, o casal é acusado de envolvimento com o tráfico de drogas no país.
Desde então, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu o comando do governo como presidente interina.
Por Sputnik Brasil
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