Geral
Colômbia e EUA alinham detalhes para encontro entre Petro e Trump
Chanceleres dos dois países coordenam agenda para reunião em Washington; combate ao crime e segurança regional estão entre os temas centrais.
A chanceler da Colômbia, Rosa Villavicencio, reuniu-se com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para coordenar a visita do presidente colombiano Gustavo Petro a Washington, onde se encontrará com o presidente americano Donald Trump. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (23) pelo Ministério das Relações Exteriores da Colômbia.
"Foi confirmado que ao senhor presidente Petro serão oferecidas todas as garantias próprias de uma visita de um chefe de Estado", destacou a Chancelaria colombiana.
Entre os principais temas da pauta, segundo as autoridades, estão o combate ao crime organizado transnacional, questões de segurança regional e oportunidades de cooperação econômica. A conversa entre Villavicencio e Rubio foi considerada "muito positiva" por ambos os lados.
Donald Trump anunciou em 9 de janeiro, por meio de uma publicação em suas redes sociais, que o encontro com Petro ocorrerá na primeira semana de fevereiro, na Casa Branca, em Washington.
"Tenho certeza de que será muito bom para a Colômbia e os EUA, mas precisamos impedir a entrada de cocaína e outras drogas nos Estados Unidos", escreveu Trump.
Em 7 de janeiro, os dois presidentes já haviam conversado por telefone, de acordo com Trump, que ressaltou que Rubio e Villavicencio estavam à frente dos preparativos para o encontro.
O encontro representa uma trégua após meses de troca de acusações e ameaças entre Petro e Trump ao longo de 2025 e início deste ano.
No dia 5 de janeiro, o presidente colombiano afirmou estar disposto a pegar em armas para defender seu país em caso de agressão norte-americana, após Trump acusá-lo de ser responsável pela produção de cocaína na Colômbia e não descartar a possibilidade de uma operação militar no país sul-americano.
"A Colômbia é governada por um homem doente. Ele não vai durar muito tempo", declarou Trump à imprensa. Questionado sobre a possibilidade de uma ação militar semelhante à realizada na Venezuela, respondeu: "Acho que não há problema".
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