Geral
Irã condena ameaça do G7 de impor sanções ao país
Teerã classifica declaração do grupo como interferência e questiona posição sobre direitos humanos
O Ministério das Relações Exteriores do Irã repudiou, nesta sexta-feira (16), a declaração dos países do G7 sobre a possibilidade de impor sanções caso o governo iraniano reprima protestos internos.
Em comunicado anterior, o G7 havia manifestado preocupação com a situação no Irã e sinalizado que poderia adotar restrições adicionais caso as autoridades não respeitassem o direito à manifestação. O grupo também pediu que Teerã demonstrasse moderação diante dos protestos.
"O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena a declaração dos países do G7, que constitui interferência direta nos assuntos internos da República Islâmica. Teerã considera esta declaração uma clara evidência da posição falsa e dúbia dos países membros do G7, liderados pelos Estados Unidos, sobre a questão dos direitos humanos."
De acordo com a agência Reuters, os ministros das Relações Exteriores do G7 solicitaram, na quarta-feira (14), que as autoridades iranianas exercessem contenção, evitassem o uso da força e respeitassem os direitos humanos e as liberdades fundamentais dos cidadãos.
"Estamos profundamente alarmados com o elevado número de mortes e feridos relatados", afirmou o G7. "Condenamos o uso deliberado da violência e o assassinato de manifestantes, a detenção arbitrária e as táticas de intimidação das forças de segurança contra os manifestantes", destacou o comunicado.
Os protestos no Irã começaram no final de dezembro de 2025, impulsionados por preocupações com a inflação e a desvalorização do rial, a moeda local. Desde o dia 8 de janeiro, após apelos do líder opositor Reza Pahlavi, as manifestações se intensificaram em várias cidades.
Em alguns locais, os protestos evoluíram para confrontos com a polícia, embora as autoridades federais tenham declarado, em 12 de janeiro, que a situação estava sob controle. Segundo uma fonte de segurança iraniana citada pela agência Sputnik, mais de 500 pessoas, incluindo policiais e integrantes do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), morreram durante os distúrbios.
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