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Hassett afirma que independência do Fed é fundamental e que Casa Branca respeita autonomia

Conselheiro econômico dos EUA reforça compromisso do governo Trump com a independência do banco central em meio a investigações.

16/01/2026
Hassett afirma que independência do Fed é fundamental e que Casa Branca respeita autonomia
Kevin Hassett - Foto: Reprodução

O conselheiro econômico nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, reiterou que a independência do Federal Reserve (Fed) é essencial para a estabilidade econômica do país. Em meio a questionamentos recentes sobre a autoridade monetária, Hassett afirmou que a Casa Branca "respeita muito" a autonomia do banco central e que não pretende interferir em seu funcionamento, mesmo diante de investigações conduzidas pelo Departamento de Justiça (DoJ).

Em entrevista à Fox Business, Hassett destacou que Jerome Powell, presidente do Fed, "é um bom homem" e expressou expectativa de que a apuração do DoJ "não termine em nada" contra ele. Segundo o assessor, trata-se de um "pedido simples de informações", incluindo esclarecimentos sobre possíveis estouros de custos em reformas de prédios do Fed, e a investigação deve avançar rapidamente, sem grandes consequências. Hassett acrescentou que, caso um dia assumisse a liderança do banco central, teria compromisso com a transparência e a independência institucional.

Além das questões monetárias, Hassett comentou propostas econômicas em análise pelo governo. Ele afirmou acreditar que "não haverá necessidade de legislação" para mudanças no mercado de cartões de crédito e revelou que o governo mantém diálogo com grandes bancos para o lançamento de novos produtos, denominados "Trump cards". O assessor também mencionou planos para permitir o uso de recursos de planos de aposentadoria 401(k) como entrada na compra de imóveis, embora os "mecanismos ainda estejam sendo trabalhados".

Hassett ressaltou ainda propostas para o mercado imobiliário, enfatizando que um plano envolvendo títulos hipotecários visa reduzir os spreads das hipotecas. No cenário interno, projetou que os Estados Unidos "podem ver neste ano um crescimento que nunca vimos antes".

Sobre comércio exterior, Hassett demonstrou confiança de que a Suprema Corte considerará as tarifas legais e afirmou que dados comprovam que as medidas não causaram inflação nem prejudicaram a economia. Segundo ele, caso haja decisão favorável, o presidente Donald Trump poderá impor tarifas de 10% "imediatamente".