Geral
IPP de novembro registra décima deflação consecutiva, aponta IBGE
Índice de Preços ao Produtor acumula queda de 4,66% no ano, puxado por alimentos e produtos químicos.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou queda de 0,37% em novembro, marcando o décimo mês consecutivo de deflação, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além de novembro, o indicador apresentou reduções em fevereiro (-0,12%), março (-0,60%), abril (-0,12%), maio (-1,21%), junho (-1,27%), julho (-0,31%), agosto (-0,21%), setembro (-0,24%) e outubro (-0,47%).
Com esse desempenho, o IPP acumula retração de 4,66% no ano.
O índice avalia a variação dos preços de produtos na chamada "porta da fábrica", sem considerar impostos e fretes, abrangendo a indústria extrativa e 23 setores da indústria de transformação.
Atividades
Segundo o IBGE, a deflação de 0,37% em novembro foi resultado de quedas em 12 das 24 atividades pesquisadas.
O segmento de outros produtos químicos liderou a contribuição para o resultado, com recuo de 3,43% e impacto de -0,15 ponto percentual no índice geral.
“Este é um setor que acompanha bem de perto o movimento internacional, o que não foi diferente em novembro. Os produtos da extração de petróleo e gás e os da extração de minerais ferrosos acompanharam o movimento de recuo dos preços. Em sentido contrário, houve aumento de preços de minérios de cobre e seus concentrados, bruto ou beneficiado, um não-ferroso cujo preço acompanha, em particular, os preços do cobre na bolsa de Londres”, explicou Alexandre Brandão, gerente de análise e metodologia do IBGE, em nota oficial.
Também pesaram para o resultado as quedas nos setores de alimentos (-0,52% e impacto de -0,13 ponto percentual), outros produtos químicos (-1,52% e -0,12 ponto percentual) e refino de petróleo e biocombustíveis (-0,79% e -0,08 ponto percentual).
O setor de alimentos teve o maior impacto no acumulado do IPP, contribuindo com -2,55 pontos percentuais para a queda de 4,66% no ano e -2,16 pontos percentuais para o recuo de 3,38% em 12 meses. Entre os itens que puxaram esse resultado estão dois tipos de açúcares, arroz e resíduos da soja.
“No caso do açúcar, 2025 tem se mostrado um ano de oferta mundial robusta, com as exportações brasileiras em destaque. O caso da soja não é muito diferente, tendo sido importante a menor demanda exercida pela China. O arroz, por sua vez, teve também uma oferta elevada, particularmente pela ausência de problemas climáticos como os ocorridos em anos anteriores”, completou Brandão.
O IBGE destacou ainda que a desvalorização do dólar contribuiu para a deflação do IPP.
“Além dos aspectos mais diretamente ligados à dinâmica dos mercados dos produtos, outro fator importante, que perpassa várias atividades industriais, foi o comportamento do câmbio, com a apreciação do real frente ao dólar (no ano, em 12,4%; entre novembro de 2024 e novembro de 2025, em 8,0%)”, informou o IBGE.
Mais lidas
-
1ALERTA NA ORLA | MACEIÓ
Alerta vermelho em Maceió: engenheiro diz que Ponta Verde pode estar afundando; vídeo
-
2DIREITOS TRABALHISTAS
Quando é o quinto dia útil de janeiro de 2026? Veja as datas de pagamento
-
3MUDANÇA TRIBUTÁRIA
Emissão de NFS-e e ISSQN será feita exclusivamente pelo site do Governo Federal a partir de 2026
-
4JUSTIÇA
Polícia do Paraguai entrega Silvinei Vasques à Polícia Federal
-
5COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JÚNIOR
Palmeiras estreia com vitória polêmica sobre Monte Roraima na Copinha; Coritiba goleia por 9 a 0