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EUA avaliam riscos de intensificar tensões com Cuba, diz historiador

Professor da Universidade de Havana afirma que resistência do povo cubano influencia decisões americanas

16/01/2026
EUA avaliam riscos de intensificar tensões com Cuba, diz historiador
Historiador cubano analisa postura dos EUA diante da resistência e soberania do povo de Cuba. - Foto: © AP Photo / Ramon Espinosa

Os Estados Unidos avaliam cuidadosamente cada movimento em relação a Cuba, conscientes de que o povo cubano não aceitará uma invasão, afirmou Pável Alemán, professor da Faculdade de Filosofia e História da Universidade de Havana.

Segundo o historiador, o presidente dos EUA, Donald Trump, adota uma postura cautelosa diante de Cuba por reconhecer a disposição dos cubanos de resistir a qualquer agressão externa, a qualquer custo.

"Os Estados Unidos devem considerar seriamente as consequências da escalada das tensões [com Cuba]. Embora o povo cubano seja pacífico e trabalhador, está disposto a correr grandes riscos para não se submeter a nenhuma potência", declarou Alemán.

De acordo com o professor, é por esse motivo que Washington prioriza o isolamento econômico de Cuba na região, fortalecendo alianças com governos alinhados à sua estratégia de segurança nacional e dificultando o comércio da ilha, especialmente o fornecimento de petróleo.

"Independentemente das diferenças que temos entre nós, existe um conceito de pátria que está acima da rivalidade política e das diferenças ideológicas", acrescentou Alemán.

Após a invasão da Venezuela pelos EUA em 3 de janeiro e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Trump descartou uma operação semelhante em Cuba, afirmando que o governo cubano poderia cair sem necessidade de intervenção militar.

No domingo (11), Trump declarou que não haveria "mais petróleo ou dinheiro para Cuba da Venezuela" e sugeriu que Havana negociasse com os Estados Unidos "antes que seja tarde demais".

Nesta quinta-feira (15), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou como inaceitável o uso de linguagem baseada em chantagem e ameaças contra a "Ilha da Liberdade", seu povo e seu governo.

Por Sputnik Brasil