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Bolsas de Nova York avançam com menor tensão geopolítica e sinalizações do Fed

Índices registram alta impulsionados pela redução de tensões entre EUA e Irã, além de resultados positivos de grandes empresas

15/01/2026
Bolsas de Nova York avançam com menor tensão geopolítica e sinalizações do Fed
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira, 15, em alta, refletindo o retorno do apetite por risco diante da diminuição das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. O clima favorável foi reforçado após o presidente americano, Donald Trump, sinalizar respeito à independência do Federal Reserve (Fed), indicando que não pretende demitir o presidente da instituição, Jerome Powell. O mercado também acompanhou de perto a continuidade da temporada de divulgação de balanços corporativos.

O índice Dow Jones subiu 0,60%, aos 49.442,44 pontos, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,26%, alcançando 6.944,47 pontos. Já o Nasdaq avançou 0,25%, fechando em 23.530,02 pontos.

De acordo com pesquisa da "Risk", a inflação permanece entre as principais preocupações dos investidores, especialmente diante da persistência da dívida pública, da pressão política sobre bancos centrais e das ameaças à independência do Fed. Nesse contexto, a queda de mais de 4% no preço do barril de petróleo, motivada pela redução das disputas com o Irã, trouxe alívio ao mercado. Ainda assim, as ações da Chevron (-0,62%) e da Exxon Mobil (-0,84%) fecharam pressionadas.

Na temporada de balanços, o Goldman Sachs registrou alta de 4,63% após divulgar lucro trimestral em linha com as expectativas e projetar aceleração da atividade de investimentos para 2026. Os papéis do Morgan Stanley avançaram 5,81%, superando as estimativas de lucro e receita. A BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, subiu 5,96% ao atingir a marca inédita de US$ 14 bilhões em ativos sob gestão ao fim de 2025 e superar as expectativas do mercado para seus resultados trimestrais.

Os American Depositary Receipts (ADRs) da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) saltaram 4,47%, impulsionando o setor de semicondutores em Wall Street, mesmo após o governo Trump anunciar nova tarifa sobre importações de chips de computação avançada. A TSMC reportou lucro acima do esperado no quarto trimestre e anunciou planos de investir até US$ 56 bilhões neste ano para atender à crescente demanda por inteligência artificial (IA). As ações da Nvidia (+2,10%) e da AMD (+1,93%) também registraram ganhos.

Entre as quedas, os papéis da Boston Scientific recuaram 3,99% após a empresa anunciar a aquisição da Penumbra por cerca de US$ 15 bilhões. Já as ações da Penumbra dispararam 11,8% no pregão.