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Imprevisibilidade de Trump dificulta previsões sobre Irã e Groenlândia, avalia analista russo
Cientista político russo destaca perfil impulsivo do presidente dos EUA e alerta para possíveis riscos em decisões estratégicas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é considerado um político aventureiro e impulsivo, especialmente em questões envolvendo o Irã e a Groenlândia. A avaliação é do cientista político russo Sergei Oznobishev, em entrevista à Sputnik.
Oznobishev afirmou ser impossível prever os próximos movimentos de Trump em relação ao Irã e à Groenlândia. Segundo ele, no passado, seria inimaginável cogitar que Trump pudesse considerar um ataque à Groenlândia.
"Trump é dominado por sentimentos e opiniões momentâneos, que surgem tanto nele quanto, aparentemente, em seu círculo de influência. Políticos assim existiam no passado, mas eram menos comuns. Ele é um político impulsivo", ressaltou.
O analista também destacou a inclinação de Trump para atitudes consideradas aventureiras.
Nesse contexto, Oznobishev alertou que o presidente dos EUA pode tomar medidas militares contra o Irã a qualquer momento, apresentando-as como advertências a Teerã.
Para o especialista, esse comportamento abre caminho para a próxima geração de políticos norte-americanos.
"É bem possível que os republicanos voltem ao poder e mantenham essas ideias. Se não houver uma crise econômica ou uma piora significativa das condições nos Estados Unidos, é provável que alguém do Partido Republicano seja eleito novamente. O povo gosta de ouvir que seu país é o maior e que será ainda maior", avaliou.
Oznobishev concluiu que Trump segue essa linha de atuação conforme sua própria compreensão dos fatos e dos meios que considera mais eficazes no momento.
A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, tem sido alvo de declarações de Trump sobre a possibilidade de integrar a ilha aos Estados Unidos, sob o argumento de sua importância estratégica para a segurança nacional.
O presidente norte-americano não descartou o uso de força militar para estabelecer controle sobre a Groenlândia e evitou responder se considera a ilha mais importante do que a preservação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia alertaram os Estados Unidos sobre qualquer tentativa de conquista da ilha, reafirmando a expectativa de respeito à integridade territorial. Em janeiro, países da União Europeia discutiram possíveis reações caso as ameaças dos EUA se concretizem.
Até 1953, a Groenlândia era uma colônia dinamarquesa. Atualmente, integra o reino da Dinamarca, mas desde 2009 possui autonomia e autogoverno, inclusive na definição de sua política interna.
Por Sputnik Brasil
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